A autogestão é um conceito que objetiva mudar a dinâmica do ambiente de trabalho, incentivando os profissionais a terem mais autonomia e serem responsáveis por suas decisões e metas.

Essa nova percepção vem crescendo entre as empresas no âmbito atual, que até então conheciam o modelo tradicional de gestão em que somente o líder é o incumbido de delegar tarefas para seus colaboradores. Mas nesse outro modelo os profissionais podem participar ativamente, sugerindo ideias, negociando prazos e resolvendo problemas.

O que você vai ver neste artigo:

A autogestão é uma temática ainda mais relevante nos dias de hoje, quando o mundo enfrenta o desafio de uma pandemia, requerendo das empresas alocar seus funcionários no sistema home office, tendo como desafio gerir uma equipe a distância e, mesmo assim, gerar o mesmo nível de produtividade.

Mesmo depois desse tempo, a competência de autogestão será cada vez mais trabalhada no âmbito empresarial, destacando ainda mais a importância de trazer esse assunto no ambiente corporativo, principalmente para aquelas que desejam inovar acompanhando as tendências de mercado.

Sabendo de tal relevância que o assunto carrega, resolvemos trazê-lo no blog para compartilhar com você. Se dispõe de interesse sobre a temática, é só conferir os próximos parágrafos, pois iremos contemplar os principais tópicos sobre.

Autogestão: o que é?

Autogestão é uma didática organizacional aplicada no ambiente de trabalho que coloca os colaboradores da empresa como sujeitos autônomos. Em outras palavras, a autogestão dá liberdade aos profissionais para estabelecerem suas metas e tomarem suas decisões.

Nesse tipo de gestão, a hierarquia é descentralizada e tem como propósito atribuir responsabilidades, de modo que os líderes não sejam os únicos responsáveis por tais questões. Ela, portanto, cria um ambiente de trabalho que visa a participação democrática de profissionais e chefes.

Benefícios da autogestão

Organizações que aplicam o modelo de autogestão são capazes de melhorar seus desempenhos nas atividades que desenvolvem, porque não dependem exclusivamente do líder para decisões do dia a dia, agilizando processos que ora demandavam trâmites complexos. Essa mudança pode ocasionar nos seguintes benefícios para a organização e seus colaboradores:

Profissionais líderes

A partir do momento que se é aplicado o conceito de autogestão na empresa, todos os profissionais passam a desenvolver a competência de liderança e isso reflete diretamente nos resultados da empresa, isso porque a equipe se volta para os mesmos objetivos da corporação.

Maior democracia

Uma empresa mais democrática é outro resultado que o processo de autogestão bem aplicado pode possibilitar. Com a autogestão todos os colaboradores passam a ter poder de fala, a serem protagonistas no âmbito corporativo, ajudando na parte estratégica da organizacional, além do operacional. 

Aperfeiçoamento no relacionamento interpessoal

Os interesses e necessidades dos colaboradores passam a ser analisados de forma coletiva, assim todos se unem para alcançar as metas da corporação, por isso que a implementação da autogestão garante maior aperfeiçoamento no relacionamento interpessoal.

Aproximação entre liderados e líderes

Como todos os profissionais passam a ser inseridos nos processos, os líderes e liderados se aproximam mais. Juntos mapeiam ações estratégicas que o setor precisa desenvolver para melhorar o desempenho e alcançar os objetivos definidos.

Metas pessoais

Quando o colaborador dispõe de metas, ele sabe exatamente o que deve fazer para contribuir com a empresa. Seu trabalho, portanto, rende mais porque ele não perde tempo tentando compreender qual a próxima atividade que precisa fazer.

Tomada de decisões mais rápidas

Como a tomada de decisões não está mais centralizada em uma única pessoa – no líder -, o processo se torna mais ágil, visto que os profissionais têm tal liberdade de decisão.

O que fazer para implementar a autogestão?

Agora que conhece os benefícios da autogestão, confira o que sua empresa precisa fazer para implementá-la.

Comunicar com clareza as expectativas com o profissional

O colaborador precisa saber exatamente qual é a expectativa da empresa com o seu trabalho, incluindo o que ele deve entregar e de que modo precisa realizar as ações solicitadas.

Ou seja, uma autogestão bem definida só acontece quando o profissional tem ciência sobre o que ele faz, porque ele faz, o que seu trabalho impacta e contribui com a empresa e quais as regras e cultura que precisa seguir. Se o profissional não tiver essas informações, dificilmente o processo de autogestão terá o retorno objetivado.

Definir os parâmetros de eficiência e eficácia

Depois que bem definido o que se espera de cada colaborador, a empresa precisa determinar quais métricas vai utilizar para saber se o objetivo de cada colaborador tem sido alcançado. 

Essas métricas são base para uma gestão de autogestão porque através delas as metas saem da subjetividade, ficando ainda mais claro é inquestionável ao colaborador se de fato ele alcançou os objetivos esperados.

Possibilitar que o colaborador veja seu desempenho

As informações coletadas através das métricas devem ser analisadas e utilizadas no processo de acompanhamento e feedback dos colaboradores, quando é compartilhado com o profissional qual foi o desempenho por ele até então obtido.

A princípio pode ser que alguns profissionais tenham dificuldade nesse processo de feedback, visto que no início ele ainda estará se adaptando a novidade de se autogerir, mas ao longo do tempo, cada um saberá como melhor se adequa à nova rotina do trabalho.

Líderes passam a ser mediadores

O principal objetivo da autogestão é trazer mais autonomia para os colaboradores, que passam a ser profissionais mais proativos no âmbito profissional. Assim, o papel do gestor também se transforma. 

Nesse novo modelo, o líder deixa de ser professor e passa a ser mediador, auxiliando nas possíveis dificuldades e estimulando o crescimento profissional, para que o colaborador se aproprie da oportunidade, sugerindo ideias inovadores, compartilhe soluções e demais questões que possam ser agregadas para a empresa. Em outras palavras, o foco dele passa a ser direcionado a gestão comportamental dos profissionais.

Portanto, com a implementação da autogestão se espera que a equipe seja mais produtiva, afinal, os mecanismos de cobrança e controle são mais eficientes quando feitos de forma correta.

Para auxiliar nessa tarefa, o colaborador pode contar com ferramentas de gestão, visto que com elas o controle sobre a gestão de pessoas se torna muito mais facilitador. Se deseja entender melhor acerca das ferramentas de gestão, confira um artigo específico sobre a temática. Veja: 5 ferramentas para ajudar na gestão de tempo e produtividade.

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