Os processos de aprendizagem foram profundamente impactados com os avanços tecnológicos. Novas metodologias, como blended learning e microlearning, começaram a ser implementadas nas empresas e instituições de ensino, trazendo a tecnologia aos estudos para tornar essa tarefa mais engajadora e, assim, eficiente. Nesse cenário surgiu plataformas como a LMS (Learning Management System) e a LXP (Learning Experience Platform).

Nesse artigo vamos explicar como funciona esses dois modelos e o que eles podem agregar para os processos de aprendizagem da sua organização – seja empresa ou instituição de ensino. Bora aprender?

O que é o LMS?

Também chamado de Sistema de Gestão de Aprendizagem, em português, o LMS é uma plataforma de educação online. Mas, na realidade, é bem mais do que isso. Essa ferramenta representa um passo adiante para o ensino a distância, pois permite criar, personalizar, organizar e administrar os cursos e treinamentos oferecidos digitalmente – tudo isso no mesmo local, centralizando as tarefas e facilitando o controle dessas atividades.

Desta forma, tem-se um sistema completo de ensino online, com todos os benefícios que esse modelo oferece: conteúdos acessíveis a qualquer hora e local; incentivo à autonomia dos estudantes; aprendizagem mais dinâmica e redução de custos com deslocamento e espaço físico para realizar os cursos/treinamentos/palestras/etc. Assim, a adoção do LMS traz diversos benefícios para empresas e instituições educacionais modernizarem o aprendizado de seu público.

No entanto, sempre é possível inovar e melhorar os produtos e serviços oferecidos, especialmente na velocidade com que os avanços tecnológicos acontecem. Nesse sentido, surgiu o LXP.

O que é o LXP?

O Learning Experience Platform é um sistema de aprendizagem online que se aproveita das vantagens do LMS e oferece benefícios adicionais, como conteúdo personalizado, estrutura mais intuitiva e maior possibilidade de interação.

O foco do LXP é proporcionar uma excelente experiência de usuário para os estudantes, sendo assim um modelo mais eficiente ao priorizar as necessidades e expectativas de quem irá usar a plataforma.

O processo de aprendizagem no LXP é realizado de forma ativa, pois os estudantes têm mais liberdade para escolher seu caminho de estudos, além de incentivar o compartilhamento e interação – os usuários podem adicionar conteúdos próprios para agregar a experiência dos seus colegas.

Isso significa que o público não somente “consome” o aprendizado (como se esse processo fosse uma via única, seguindo a linha de métodos de ensino antigos), mas também participa ativamente para que os outros também aprendam. Ensinar é uma das melhores formas de reter o conhecimento, e incentivar essa postura ativa só ajuda a engajar e motivar os estudantes. Desta maneira, tanto alunos de diversas faixas etárias quanto colaboradores de uma empresa terão maior empenho em seus estudos, melhorando seu desempenho nos objetivos de cada instituição.

Alguns artigos explicam que o LXP se aproxima dos conteúdos que são consumidos atualmente na web. Sendo assim, não é uma metodologia atrasada, e sim acessível e familiar com o nível de interação com que os usuários estão acostumados, podendo adotar outras ferramentas em seu contexto, como chatbots por exemplo. Isso é um ponto bastante positivo, especialmente considerando as gerações nativas digitais, como a Z, que estão em idade escolar ou começando a entrar no mercado de trabalho.

Para ficar mais claro como funciona o LXP, vamos apontar as diferenças desse modelo com o SGA

Principais Diferenças entre LXP e LMS

Controle dos conteúdos

No LMS o RH, gestores e empresa (ou professores e instituição de ensino) são os que detêm o controle do conteúdo educacional disponibilizado na plataforma. Já no LXP os estudantes fazem parte do processo, tornando o aprendizado uma experiência mais personalizada, ativa e motivadora. Todos ajudam na construção de conhecimento, abrindo as portas para novas possibilidades de troca de conhecimentos.

O LMS trabalha com o conceito de agregador, enquanto o LXP atua mais com curadoria.

Agilidade

Considerando o ponto acima, é fácil imaginar que, se apenas alguns atores são responsáveis pelos conteúdos (LMS), o processo de adicionar, corrigir e atualizar os materiais educacionais é mais lento e burocrático.

Já com o estilo mais colaborativo do LXP, essa tarefa é mais rápida e prática. As empresas e instituições de ensino podem disponibilizar seus conteúdos recomendados e apenas monitorar as interações entre os estudantes, deixando com que eles construam o conhecimento de forma mais autônoma.

Inovador

O LXP é um avanço considerando o SGA, trazendo uma dinâmica mais semelhante com que o público está acostumado a interagir na web. Usando conceitos de recomendação e personalização, muitos autores lembram de exemplos como Netflix e Spotify para comparar o LXP. Essa relação mostra como esse modelo está alinhado aos últimos lançamentos reconhecidos por valorizar a experiência de usuário.

Engajamento

Todas essas qualidades impactam no engajamento dos estudantes no processo de aprendizagem. Enquanto o LMS foi um grande avanço no ensino online, seu mecanismo aos poucos foi se tornando ultrapassado, deixando de ser um método dinâmico e motivador.

Já o LXP foca na experiência do usuário, pensando em primeiro lugar nas opiniões dos estudantes. Desta forma essa ferramenta está sempre buscando tornar a aprendizagem algo mais amigável, acessível e engajador.

Ao alcançar esse objetivo, os estudantes terão mais vontade de acessar os conteúdos educacionais e aprender mais, pois o método de ensino será mais motivador e menos cansativo ou monótono. Consequentemente, os alunos/colaboradores terão melhores resultados nos estudos e na aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Conclusão

Enquanto o LMS foi uma grande revolução para o ensino online, agora outros modelos estão conquistando espaço por suprir as necessidades dos usuários e permitir novas possibilidades.

O LXP é uma dessas metodologias, tornando a educação à alunos de diversas etapas e colaboradores de empresas um processo mais interativo, dinâmico e eficiente.

Entretanto, é possível ter ainda melhores resultados ao combinar esse modelo com outras estratégias inovadoras, como a gamificação. Essa metodologia alia elementos dos jogos com a realização de tarefas com objetivos concretos, como assimilar conhecimentos e cumprir determinadas atividades. Por isso é tão utilizada em escolas, instituições de ensino e empresas para fortalecer o ensino, treinamentos corporativos e outras tarefas.

Quer saber mais sobre gamificação? Converse conosco e descubra como essa estratégia pode beneficiar os processos de aprendizagem da sua empresa ou instituição de ensino.