O movimento STEM vem ganhando espaço na educação, fortalecendo o conhecimento das disciplinas de exatas na sala de aula e transformando as escolas. Porém, por ainda ser algo relativamente novo no Brasil, muitos ainda desconhecem esse conceito e o que ele pode fazer pela aprendizagem. 

Descubra nesse artigo o que é STEM e o seu movimento, além de conferir uma dica de metodologia ativa de aprendizagem para melhorar o ensino da sua instituição.

O que é STEM? Como funciona o movimento?

A ciência e tecnologia serão, cada vez mais, essenciais na sociedade e no mercado de trabalho. Não é possível pensar no futuro sem considerar essas duas palavras: e as instituições de ensino deverão estar preparadas para educar os cidadãos e profissionais do amanhã. Uma das soluções para essa questão foi o surgimento do movimento STEM.

Basicamente, a sigla em inglês de Science, Technology, Engineering and Mathematics — ou em bom português, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática — é um conceito que visa valorizar o ensino dessas matérias nas escolas, trazendo metodologias ativas de aprendizagem para o cotidiano dos estudantes. 

O movimento surgiu nos Estados Unidos, nas décadas de 90 e 2000, como resposta a defasagem na educação, baixo interesse dos estudantes nas áreas de exatas e com a necessidade de estimular essas disciplinas devido o desenvolvimento tecnológico.

Mas, aos poucos, o conceito STEM começou a se espalhar para o mundo, agregando outras áreas e ideais. Como esse movimento não é algo homogêneo, sendo feito por diversas mãos e teorias dependendo de quem deseja implantar sua visão, é difícil apontar linhas que se apliquem a todos os casos. 

É possível dizer que esse estilo propõe um novo olhar ao ensino de ciência, trazendo desafios aos estudantes para estimular seu aprendizado de forma ativa — deixando de lado o modelo expositivo e, geralmente, pouco engajador usado tradicionalmente na sala de aula. 

Além disso, um dos pilares do movimento é trabalhar essas disciplinas de maneira multidisciplinar.

Algo que é importante deixar claro: investir em STEM não significa formar os estudantes para se tornarem profissionais das áreas de exatas, sim para aprofundar seu conhecimento científico para se prepararem a nova realidade que se instala, em que a ciência e tecnologia já são fundamentais a sociedade. Os participantes são incentivados a desenvolver habilidades que são fundamentais em qualquer profissão, como seu senso de investigação, reflexão e solução de problemas nas atividades.

Desta forma, oferecer um currículo que valorize as áreas de exatas é uma boa opção para formar estudantes qualificados ao mercado de trabalho e também para a vida em sociedade, conectados a realidade e não com competências obsoletas.  

Infelizmente a realidade brasileira a respeito do ensino da área não é nada positiva: no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018 — que avalia estudantes de 15 anos em 79 países e territórios —  o Brasil esteve nas últimas posições em relação à ciencias (67º lugar) e matemática (71º). 

Essa pesquisa mostra a necessidade de se reforçar o ensino das áreas de exatas no currículo educacional. Investir no conceito do STEM pode ser uma saída para tornar essa aprendizagem mais completa e engajadora.  

As críticas e contribuições do movimento STEM

Apesar de estar ganhando espaço em diversos lugares, existem uma série de críticas ao movimento STEM e que devem ser levadas em consideração pelos educadores ao adotar esse conceito em sala de aula:

  • De ser exageradamente otimista em relação a tecnologia e seu impacto positivo na resolução de problemas sociais;
  • De enaltecer excessivamente os profissionais de exatas, ignorando as competências da área de humanas;
  • Faltar um aprofundamento das questões éticas ligadas à ciência;
  • Falhar em apresentar as disciplinas de forma multidisciplinar;
  • A ideia de que esse modelo surgiu mais por necessidade econômica do mercado em vez de ser uma lacuna educacional propriamente dita. 

Todas esses pontos precisam passar pela reflexão das instituições de ensino ao considerar implementar o conceito em sua realidade. Somente assim é possível desenvolver um ensino de qualidade e que irá impulsionar o sucesso dos estudantes.

Mesmo assim, há muitas contribuições que o movimento STEM tem a oferecer na educação:

Primeiro, é verdade que a ciência e tecnologia serão cada vez mais importantes. Ter competências nestas áreas irá ajudar não somente na formação profissional como também na vida como cidadão. Por isso o futuro passa por este aprendizado e, ignorá-lo, significa fechar portas lá na frente. 

Segundo, as metodologias ativas de aprendizagem buscam tornar o aprendizado uma experiência interativa para gerar melhores resultados. Os estudantes irão se engajar mais nas aulas ao ter que pôr a mão na massa e resolver os problemas por conta própria, com o professor/instrutor agindo como um orientador, não como o único detentor do conhecimento. 

Essa mudança na relação irá contribuir para melhorar o desempenho dos educandos e melhorar o seu nível de aprendizagem, algo importante tanto para os estudantes quanto às instituições de ensino.

Dica para a implementação do STEM na sala de aula

Uma das bases do movimento STEM é a aplicação de uma metodologia de aprendizagem ativa e engajadora. Isso significa que não basta apresentar os conteúdos de forma expositiva, mais ou menos interligada, e aumentar a carga horária das disciplinas de exatas e achar que está adotando o conceito. 

É preciso mudar a metodologia de ensino na sala de aula, tornando o ensino mais engajador e inovador. Uma forma de fazer isso é adotar ferramentas e novas ideias educacionais para transformar as atividades.

Algumas instituições incentivam os estudantes a construírem robôs ou protótipos para solucionar problemas, colocando a mão na massa e descobrindo o conhecimento de forma mais autônoma. Outra ideia que pode contribuir para um ensino STEM é adotar a gamificação na sala de aula. 

Essa metodologia usa elementos e lógica de jogos para motivar os estudantes a fazerem determinadas ações e mudarem certos comportamentos. A gamificação usa recursos como storytelling, pontuação e recompensas para estimular a busca por conhecimento, a realização das tarefas e melhora do desempenho escolar.

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