Nunca se falou tanto sobre os benefícios da diversidade nas empresas como atualmente. É irreversível: cada vez mais as organizações irão abrir as portas para pessoas com as mais variadas vivências e, para se adaptar, elas terão que investir em treinamento para instruir suas equipes a acolher esses profissionais e saber conversar com o público. 

Descubra nesse artigo como treinar seus colaboradores para lidar com diversidade nas empresas, aprendendo a respeitar e valorizar seus colegas.

Diversidade nas Empresas: benefícios e desafios

Negros, mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIA+, pessoas com crenças, idades, nacionalidades e vivências variadas… A diversidade está em alta e o mundo corporativo não poderia ficar de fora dessa mudança na sociedade — quando públicos historicamente à margem conseguiram se mobilizar globalmente para erguer sua voz e conquistar seu espaço.

As grandes empresas já entenderam os benefícios de se apoiar esse movimento. A pesquisa A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil 2019, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), conversou com representantes de 124 companhias que, juntas, faturam R$ 1 trilhão e empregam aproximadamente 850.000 funcionários, para entender como elas estão abordando essa questão internamente.

Dessas empresas, 63% tem um programa de diversidade e inclusão. Os 5 maiores motivos que foram citados para promover essa iniciativa são:

  1. Melhorar a imagem e reputação organizacional (68%);
  2. Contribuir para as mudanças estruturais da sociedade (63%);
  3. Aumentar a eficiência interna (57%);
  4. Qualificar sua cultura organizacional (54%);
  5. Desenvolver soluções inovadoras (47%).

Se investir na diversidade nas empresas traz resultados positivos, não embarcar nessa mudança pode ter os efeitos contrários. Esse mesmo estudo conversou com 269 profissionais que atuam em organizações semelhantes às que participaram da primeira etapa da pesquisa.

Enquanto a maioria está satisfeita com as ações tomadas pelas empresas, 35% dos respondentes afirmou que já considerou deixar o emprego atual por se sentir isolado ou indesejado; 42% já se sentiu pressionado a mudar suas características pessoais para se adequar aos padrões da organização; e a mesma porcentagem foi a de profissionais que acreditam ter que trabalhar mais do que os outros para ser valorizado igualmente na companhia.  

Imagine os impactos dessas situações na sua equipe: desmotivação; falta de engajamento; redução da produtividade; aumento da rotatividade e saída dos talentos. Mesmo o colega mais bem intencionado pode acabar usando palavras inadequadas e ofensivas sem querer, enquanto alguns podem não saber lidar com a diferença, afetando assim o bem estar dos colaboradores e gerando todos esses problemas. 

Para evitar essas situações e se abrir a esta nova realidade, as empresas podem apostar em programas de diversidade e inclusão, focando em três pilares:

  • Comunicação e marketing: para se posicionar no mercado como apoiadora da diversidade e desenvolver ações com os mais variados públicos — fornecedores, parceiros, clientes, comunidade externa, etc — para mobilizá-los no mesmo ideal;
  • Treinamento: para impulsionar a carreira dos profissionais com vivências diversas, capacitando-os a assumirem posições maiores na empresa, e educar sua equipe para acolhê-los e respeitar suas diferenças. 

Cada um desses pilares tem grande importância para trabalhar a diversidade de forma completa nas organizações, saindo do discurso e propaganda e tornando essa política mais concreta dentro da empresa. 

Os treinamentos têm um papel importante nesta dinâmica: não adianta montar uma imagem de diversidade e recrutar os melhores profissionais se internamente eles não forem valorizados ou sentirem-se como alguns dos respondentes da pesquisa da Aberje relataram. Desenvolver um programa de educação e desenvolvimento de pessoas é fundamental para fazer essa política ter sucesso e reter os funcionários na empresa.

Treinamento para Lidar com a Diversidade nas Empresas

A temática da diversidade pode ser trabalhada de diversas formas dentro das ações de treinamento e desenvolvimento. É possível montar palestras de conscientização, dinâmicas de engajamento e até mesmo usar métodos inovadores como a gamificação para educar os colaboradores e despertar sua empatia. 

Porém, o primeiro passo sempre é fazer um diagnóstico da situação atual da equipe. O RH deve fazer um levantamento de quantas pessoas com vivências diversas estão na empresa e descobrir informações tais quais: como é o seu relacionamento com os colegas, lideranças e organização? Elas se sentem valorizadas ou então acham que precisam trabalhar mais do que os outros para serem reconhecidas? Estão em cargos de chefia? Quais são suas dificuldades no dia a dia?

A partir daí — e pensando no objetivo da empresa de contratar mais profissionais com vivências variadas — é necessário pesquisar sobre essas diferenças. Essas informações serão fundamentais para montar ações que sejam realmente efetivas e não reforcem estereótipos. 

Por isso o RH deve ter uma conversa franca com os colaboradores, buscar ONGs e outros atores que sejam especialistas nas temáticas específicas — população negra, LGTBQIA+, pessoas com deficiência, etc. — para mostrar a realidade dessas pessoas. 

Esses mesmos atores podem ministrar palestras e treinamentos de conscientização para as equipes, ajudando a quebrar ideias pré-concebidas e ensinando boas maneiras ao lidar com as diferenças. 

Outra ideia é investir em dinâmicas para aproximar os colaboradores, estimular suas habilidades sociais e despertar a empatia. Essas ações podem contribuir para fortalecer os relacionamentos entre a equipe e ajudar os colaboradores a se enxergarem no lugar do outro.

Nesse sentido, uma metodologia que pode contribuir para essa experiência de imersão é a gamificação. Essa ferramenta já é bastante usada em treinamentos corporativos de variadas finalidades e, na questão da diversidade especificamente, seu estilo lúdico aproxima as pessoas de vivências fora de sua realidade, despertando a empatia e compreensão:

  • Imagine desenvolver uma narrativa em que um colaborador que não viva a realidade do racismo, LGBTQIAfobia ou falta de acessibilidade consiga vivenciar os impactos desses problemas e assim entender melhor a experiência dos colegas.
  • Imagine que os funcionários possam montar seus avatares com suas características — com cor de pele, textura do cabelo, vestimentas religiosas, tudo personalizável — e assim sentir sua identidade ser valorizada.
  • Imagine juntar todos os profissionais em campanhas coletivas, estimulando a colaboração e integração entre os funcionários, evitando assim o isolamento. 

Tudo isso é possível ao aliar a tecnologia com a educação corporativa. Descubra o que mais essa estratégia pode fazer nesse caso e baixe gratuitamente o e-book Gamificação no Treinamento de Diversidade!