A gestão horizontal é um modelo que permite mais autonomia e responsabilidade aos colaboradores. Em vez de uma hierarquia rígida, os funcionários participam das tomadas de decisão e transformam a realidade da empresa. 

O que você vai ver neste artigo:

Não sabe como funciona a gestão horizontal? Conheça esse modelo e as vantagens de adotá-lo na organização! 

O que é a Gestão Horizontal e como ela funciona?

Já ouviu a frase “manda quem pode, obedece quem tem juízo”? Essa é a realidade de bilhões de profissionais no mundo todo, trabalhando em empresas que privilegiam uma rígida estrutura hierárquica de comando, onde os gerentes e chefes estão no topo da cadeia e os colaboradores pouco tem a acrescentar além da execução de seus serviços. 

Porém, esse não é o único modelo gerencial que existe no mundo corporativo. A gestão horizontal é um estilo em que os funcionários têm mais espaço para colaborar nas tomadas de decisão e maior autonomia para realizar seu trabalho.

Em vez das questões serem centralizadas apenas no líder, todos da equipe podem contribuir para as decisões e estratégias do departamento, em uma dinâmica mais informal e livre para a troca de ideias e sugestões — mesmo que ainda mediadas pelo gestor.

Essa mudança pode impactar a dinâmica dentro da empresa, contribuindo para aproveitar melhor os talentos internos (até aqueles escondidos), criar um ambiente mais colaborativo e criativo para gerar resultados.  

Ainda mais as gerações jovens desejam ter um relacionamento próximo e igualitário com os seus líderes, tendo maior liberdade de criação e para explorar suas competências. Um modelo de gestão rígido e estritamente baseado nas hierarquias não é tão atraente para esses profissionais, diminuindo seu engajamento e não aproveitando os talentos internos.

No pior dos cenários, os problemas com a dinâmica da gerência podem fazer o colaborador se desligar da empresa, perdendo assim conhecimentos e mão de obra importantes para as equipes. 

Mas, estes são apenas dois motivos para pensar em adotar esse modelo na empresa. 

Os benefícios da Gestão Horizontal

Não é à toa que grandes empresas como a Netflix e Google, mesmo que adotando-a de forma parcial, são apontadas como exemplos de gestão horizontal: esse modelo abre várias possibilidades para as equipes e gera uma série de impactos positivos para o negócio e profissionais.

Aproveitamento de talentos

Uma das vantagens desse modelo é que permite maior aproveitamento das competências dos colaboradores. Os profissionais que atuam diretamente com o foco de seus setores têm muito a acrescentar para as decisões do departamento e não escutá-los pode ser um grande equívoco e desperdício de boas ideias. 

Imagine que um dos vendedores, por sua posição, acaba descobrindo outras dores do cliente e que poderiam ser exploradas pelo negócio; um atendente pensa em um processo que otimizaria as operações do call center; ou um assistente de marketing encontra uma inspiração para fortalecer o engajamento do público com a marca — em todos esses casos talvez o líder dos setores tivesse um olhar mais distante da situação para conseguir enxergar essas oportunidades, ainda mais ao ter tantas outras responsabilidades para manejar ao mesmo tempo.

Em vez de deixar essas ideias passarem batido, os funcionários terão liberdade para conversar com os gestores e, visto que os projetos tenham potencial, poderão implantar sua visão nas rotinas e melhorar os resultados do departamento e até da empresa em si. 

Aumento do engajamento

Dar maior liberdade e aproveitar o talento dos colaboradores são atitudes que podem impactar positivamente o relacionamento do profissional com a organização. Com a confiança e autonomia, eles se sentirão mais valorizados por seus líderes e empresa, fortalecendo seu relacionamento. 

Isso pode aumentar o engajamento das equipes, incentivando que tenham uma postura de “dono” — uma característica bastante desejada em alguns segmentos — e “vistam a camisa”: ou seja, o sucesso do negócio é o seu, por isso irão se dedicar para gerar resultados. 

Além disso, um bom engajamento faz com que os talentos não saiam da organização, mesmo que recebam ofertas tentadoras em outros lugares. Dessa forma, a empresa continua a contar com excelentes profissionais e a oferecer ótimas condições a eles.

Melhora na comunicação 

O modelo de gestão horizontal prevê uma maior rapidez na comunicação dos setores. Em vez da mesma ideia e informação ter que passar por toda uma cadeia rígida de comando, os funcionários têm maior liberdade para influenciar nas decisões e rotinas, reduzindo o tempo de resposta a diversas situações que impactam os trabalhos. 

A melhora na comunicação empresarial também ajuda a fortalecer os laços entre os colegas, profissionais e líderes, além de contribuir para agilizar alguns processos.   

Melhora no clima organizacional

Profissionais valorizados, comunicação fluida, talentos aproveitados… todas essas mudanças podem impactar positivamente a dinâmica das equipes, fortalecendo a confiança entre profissionais e melhorando o clima interno. 

Em vez de ter um lugar dominado por competições exageradas, desmotivação (que de um trabalhador, pode influenciar o humor do setor inteiro) e frustração, desenvolve-se um ambiente mais saudável, em que a criatividade, colaboratividade e esforço são recompensados.

Dessa forma, melhora-se o clima organizacional, o que também impacta na produtividade e qualidade do trabalho no departamento. 

Gestão e Autonomia dos Funcionários

Dar maior autonomia para os colaboradores pode ser uma grande e benéfica mudança na dinâmica do negócio — e isso pode ser feito de forma simples. 

A gestão horizontal pode ser adotada pelas mais diversas empresas, desde que haja organização e senso de responsabilidade de cada envolvido no projeto. Pois, quanto maior a liberdade, maior deve ser a capacidade de lidar com as consequências de suas ações. 

Por isso, é importante investir na qualidade de diversos processos importantes do RH, como seleção e treinamento corporativo, para encontrar profissionais alinhados às características desse tipo de gestão e instruir os atuais colaboradores para aproveitá-lo. 

Além disso, é importante preparar as lideranças para saberem dar espaço aos funcionários, mas sem perder o controle da equipe, gerenciando prazos e conflitos com habilidade. 

Se alguns já acham esse estilo inovador, existe um modelo ainda mais ousado: a holocracia — onde não há chefes ou gerentes na empresa.

Quer saber se esse modelo pode dar certo ou não em uma organização real? Descubra nesse artigo como funciona a Holocracia e como implementá-la em seu negócio!