Investir na capacitação dos colaboradores é fundamental para uma empresa se manter competitiva no mercado. Uma das práticas mais efetivas para atingir esse objetivo é o treinamento corporativo. Por meio dele, é possível desenvolver habilidades específicas nos funcionários, garantindo que eles estejam preparados para atender aos objetivos estratégicos da organização.

As aulas podem ser direcionadas a qualquer tipo de colaborador, desde os que ocupam cargos operacionais até os líderes da empresa. Basta que seja feito um estudo cuidadoso sobre o público e o conteúdo que será abordado. Pensando nisso, explicaremos neste post todos os passos para você elaborar um treinamento corporativo estruturado, além das principais vantagens dessa prática. Interessado? Confira a seguir!

O que você vai ver neste artigo:

O que é treinamento corporativo?

Treinamento corporativo é uma estratégia adotada por empresas para melhorar as competências técnicas e comportamentais dos seus funcionários, que impactam diretamente na produtividade e qualidade do trabalho das equipes. 

O treinamento corporativo pode ser adotado em todas as áreas de um negócio — como vendas, call center, limpeza, segurança do trabalho, marketing e estratégico — tanto para educar os funcionários em questões específicas de seus cargos, como também para transmitir a cultura organizacional, aumentar seu engajamento com a empresa e desenvolver habilidades subjetivas. 

Essa ferramenta é essencial para preparar algum colaborador a assumir uma posição de liderança ou até mesmo aprimorar suas competências gerenciais para ser um líder mais eficiente e humano e, consequentemente, despertar o melhor de sua equipe. 

Por esse e tantos motivos, essa ferramenta é bastante adotada por empresas de todos os portes e segmentos de mercado, seja em ações simples ou mais sofisticadas. No entanto, algumas pessoas acabam confundindo o treinamento corporativo com outras estratégias, gerando ruídos na comunicação do RH e gestores e na implantação das atividades.

Diferença entre educação corporativa e treinamento corporativo

Os dois termos são extremamente parecidos, não somente na grafia como também na lógica por trás de seus conceitos. Entretanto, existem sim diferenças entre a educação corporativa e treinamento corporativo — e saber delas é fundamental para o RH definir suas ações e programas.

Em resumo, a educação corporativa se trata de uma estratégia maior: ela é o conjunto de ações voltadas ao aprendizado dos colaboradores e alinhadas aos objetivos da empresa. Ela almeja metas a longo prazo, pensando em como as competências e habilidades desenvolvidas nos funcionários irão contribuir para alcançar grandes resultados no futuro. 

Além disso, por ser um conceito guarda-chuva, a educação corporativa consegue abrigar diversas metodologias e estratégias em suas atividades, como aulas presenciais, EAD, gamificação, entre outras. 

Já o treinamento corporativo é feito de ações pontuais, que desejam resolver problemas ou aproveitar oportunidades já no curto prazo, além de serem pensadas mais de forma individualizada — nas necessidades de cada colaborador, do setor, de uma franqueada, entre outros. 

Ou seja, a educação corporativa é uma grande estratégia, considerando objetivos futuros e globais, na qual o treinamento é uma das ferramentas mais usadas, resolvendo situações presentes e locais.

Benefícios do treinamento corporativo

Montar uma equipe com profissionais que realmente fazem a diferença é um dos maiores desejos de qualquer organização. Contudo, com um bom programa de treinamentos corporativos, isso pode se tornar realidade. E as vantagens não param por aí. Confira a seguir os principais benefícios dessa prática.

Melhoria no clima organizacional

Quando a empresa investe no desenvolvimento dos seus colaboradores, eles se sentem valorizados e ficam mais motivados, o que melhora o clima interno. Isso significa que a equipe irá trabalhar em um ambiente mais saudável, o que impacta diretamente na sua produtividade, qualidade do serviço e na sinergia de todos os profissionais.

Aumento da produtividade

O aumento da produtividade é uma das vantagens mais evidentes de uma política de treinamentos estruturada. Se um funcionário tiver suas competências desenvolvidas, seu desempenho na realização das tarefas diárias certamente será melhor. Esse fator, somado ao aumento de motivação, pode ser decisivo para os resultados do negócio.

Colaboradores mais confiantes

Profissionais devidamente capacitados também se tornam mais confiantes. Ao adquirir novos conhecimentos e melhorar seu desempenho, o colaborador passa a se sentir apto a dar opiniões e sugerir soluções inovadoras para a empresa. Esse tipo de mentalidade é essencial em instituições que desejam crescer e ser relevantes no mercado.

Fortalecimento da cultura organizacional

Um dos objetivos que um treinamento pode ter é de educar e reforçar os valores que guiam a empresa. Esse cuidado é importante para que todos os colaboradores transmitam essas qualidades em seu trabalho e rotina, como o incentivo à inovação e o respeito à diversidade. Desta forma, todos os produtos, serviços e relacionamento com o cliente e colegas serão permeados pela cultura organizacional, fortalecendo a imagem da empresa — interna e externamente.

Redução da Rotatividade

Os treinamentos corporativos podem ajudar a reduzir o turnover da empresa por dois motivos: por estarem mais capacitados, os funcionários irão gerar mais resultados, prevenindo desligamentos; e ao estarem motivados e valorizados, dificilmente os talentos desejarão trocar de trabalho. Desta forma, retêm-se os bons profissionais e evita-se custos financeiros, intelectuais e produtivos ao negócio.

Tipos de treinamento corporativo

Existem várias metodologias que podem ser adotadas nos treinamentos corporativos, com suas vantagens e limitações. É importante conhecer as principais para escolher aquela que mais se encaixe nas necessidades e possibilidades da empresa.

Gamificação

Este é um dos tipos mais inovadores de treinamento corporativo. A gamificação é uma estratégia que usa elementos e lógica comuns aos jogos em contextos que não se resumem a entretenimento, como praticar exercícios físicos e estudar, por exemplo. Neste caso, recursos como storytelling, missões e pontuação são usados para motivar os colaboradores a realizarem as atividades educativas.

A gamificação permite uma experiência imersiva e interativa de aprendizagem, despertando o engajamento dos colaboradores no treinamento. Além disso, em sua modalidade eletrônica, as plataformas coletam os dados do desempenho dos funcionários e geram relatórios detalhados — com informações importantes para aprimorar cada vez mais a estratégia.

No entanto, é importante saber usar os elementos da forma correta para educar e não apenas entreter. Uma forma de evitar problemas é contando com uma parceira especialista em gamificação para usar todos os recursos da melhor forma e alcançar os resultados desejados.

Presencial expositivo

Esse é o modelo mais tradicional, que usa a mesma lógica de uma sala de aula: há um instrutor que ministra os encontros; o material didático e um espaço físico, que pode ser na própria empresa ou em um local alugado. Os colaboradores tiram um tempo de sua rotina para participar das atividades, prestando atenção no conteúdo e tirando dúvidas.

Enquanto esse método é comum em diversas ações educacionais, ele pode se tornar cansativo ao não estimular maior participação dos estudantes e não usar formatos diversificados. Assim, o treinamento acaba engajando pouco e, consequentemente, reduzindo os resultados da estratégia.

Presencial dinâmico

Uma forma de tornar o modelo presencial mais motivador é aplicando metodologias ativas de aprendizagem. Ações como sala de aula invertida, dinâmicas, entre outras ideias especiais, são adotadas no contexto educativo para engajar os colaboradores.

É preciso que o RH e o instrutor tenham cuidado para dosar os momentos mais descontração com os de aprendizado, além de investir na criatividade e recursos diversos para que este método seja eficiente.

EAD

Nem sempre as atividades presenciais podem ocorrer, seja por problemas com espaço físico ou horários dos funcionários. Uma solução que cortou distâncias na educação foi o EAD, que também pode ser aplicado no contexto empresarial.

É possível montar aulas gravadas que podem ser acessadas pelos estudantes a qualquer hora e de qualquer lugar. Isso ajuda a otimizar o tempo dos colaboradores e a reduzir alguns gastos para a empresa.

É importante que o RH acompanhe o desempenho dos funcionários nas atividades, assegurando que estão assistindo às aulas, conferindo os materiais extras, realizando os testes e, principalmente, aprendendo com o treinamento.

Passo a passo para um treinamento bem estruturado

1. Planejamento

O primeiro passo para montar um bom treinamento corporativo é o planejamento. É preciso fazer um estudo aprofundado sobre os profissionais que receberão o curso, avaliando suas fraquezas, obstáculos diários e o que pode ser feito para desenvolvê-los.

Isso vai ajudar a definir o programa de aulas, seu conteúdo e a melhor abordagem para se comunicar com o público em questão. Tais aspectos são essenciais para tornar o treinamento realmente relevante para os alunos.

Analisar o cenário da empresa é igualmente importante nessa fase. Que resultados a organização precisa atingir? Que tipo de profissionais serão necessários? Líderes em potencial? Especialistas em um novo software? As possibilidades são muitas, por isso, é importante realizar essa etapa com calma para não deixar nenhuma informação de lado.

2. Definição de objetivos

A partir das necessidades identificadas no planejamento, é preciso definir os objetivos do treinamento. Essas metas devem ser específicas e mensuráveis, com prazos bem demarcados para a sua realização.

Por exemplo: se o objetivo do curso for aumentar as vendas em determinado departamento, ele deve ser colocado da seguinte forma: “aumentar as vendas do produto X pela equipe Y em 15%”.

É importante que esses objetivos sejam alcançáveis e, ao mesmo tempo, desafiadores. Se as metas forem impossíveis de cumprir, as equipes podem ficar frustradas e desmotivadas. Por outro lado, uma exigência baixa demais pode estagnar o crescimento dos profissionais e da organização.

3. Elaboração do treinamento

Com os objetivos traçados, é hora de elaborar o conteúdo do treinamento. Os planos de aula devem abordar temas relevantes e ser organizado de maneira que facilite o aprendizado. O formato do curso vai depender muito do poder de investimento da empresa e do tipo de conhecimento que será construído.

Muitas companhias ainda adotam aulas mais tradicionais, que normalmente são presenciais e expositivas. No entanto, vale a pena investir em cursos online, com materiais em vídeo, texto e áudio, que podem ser acessados quando e onde o aluno quiser por meio de uma plataforma virtual.

Há ainda os treinamentos gamificados que utilizam mecânicas típicas de jogos, como níveis de dificuldade e recompensas por desempenho. Tendência no mercado, esse modelo apresenta vantagens como interatividade, imersão no conteúdo e feedbacks em tempo real, o que aumenta o engajamento do aluno com o curso.

4. Aquisição dos recursos necessários

A última etapa antes de colocar o treinamento em prática é adquirir os recursos necessários para a sua realização. Se você optou por uma aula expositiva, por exemplo, precisará de uma sala, projetor, computador, telão, cadeiras e coffee break para os participantes. Caso o treinamento seja online, as demandas estruturais são menores, mas será necessário contratar uma empresa de confiança para criar e administrar a plataforma digital.

Além dos recursos físicos e virtuais, é essencial escolher bons tutores. Fica a seu critério escolher profissionais de fora ou líderes de destaque da própria organização. O importante é que sejam pessoas comunicativas, carismáticas, que tenham boa didática e estejam sempre presentes para oferecer apoio aos alunos.

5. Execução do treinamento

A execução do treinamento começa muito antes da primeira aula. Antes de tudo, é preciso divulgá-lo. Afinal, não adianta elaborar o curso corporativo mais completo do mercado, se os colaboradores não se interessarem por ele. Use as mídias da empresa, como e-mail, intranet e mural de avisos, para explicar aos funcionários a importância e a relevância do treinamento para suas carreiras.

Quando o dia chegar, basta colocar em prática todo o planejamento traçado previamente. Seja qual for o formato escolhido, respeite os prazos e oriente os tutores a atenderem às solicitações de todos os alunos.

6. Mensuração dos resultados e feedbacks

Aplicar uma prova final é uma boa maneira de verificar o aprendizado do colaborador em um primeiro momento. No entanto, os resultados reais serão vistos na prática. Confira de perto o desempenho da equipe após as aulas e avalie se o treinamento surtiu efeito no dia a dia de trabalho.

Em plataformas gamificadas, esse acompanhamento é feito de maneira contínua ao longo de todo o treinamento, e não apenas no final, como nos modelos tradicionais. Essa vantagem torna ainda mais fácil verificar com precisão se as aulas cumpriram seu objetivo ou não.

Obter o feedback dos participantes sobre o treinamento também é fundamental. Assim, além de ser avaliado por seu desempenho, o colaborador também tem a chance de expor suas opiniões sobre as aulas. Com isso, é possível fazer ajustes e oferecer treinamentos ainda melhores no futuro.

Agora que você já sabe como elaborar um treinamento corporativo estruturado, basta colocar em prática as dicas apresentadas neste artigo! Revise o texto quantas vezes forem necessárias, faça um bom planejamento e mãos à obra! Considere também contratar uma empresa especializada no assunto. Com isso, você conseguirá reduzir erros e atingir seus objetivos de forma muito mais rápida.

Conclusão

O treinamento corporativo é importante instrumento para fortalecer a gestão de pessoas, capacitando os colaboradores e os ajudando a despertar habilidades importantes.

Funcionários competentes e motivados dedicam-se mais ao trabalho, sendo produtivos e eficientes em suas funções. Muitas empresas se destacam no mercado justamente por investir no seu maior ativo — as pessoas —, conseguindo oferecer o melhor para os clientes e aumentando suas vendas.

Mas, para isso ocorrer, é preciso investir nas metodologias que sejam mais adequadas à realidade e necessidades dos colaboradores e organização. Quer saber mais como uma boa estratégia faz a diferença na educação corporativa? Confira gratuitamente o e-book Gamificação no treinamento de segurança no trabalho!