As relações de trabalho passaram por grandes transformações nas últimas décadas, ainda mais com o apoio dos avanços tecnológicos. Nessa esteira de mudanças, surgiram conceitos como home office, trabalho remoto e, a mais recente tendência, o officeless.

Mas, você sabe qual a diferença entre esses três modelos? Descubra nesse artigo e as novidades que o movimento do officeless pode trazer para sua empresa!

Tecnologia e Trabalho: uma parceria necessária

Quantas ações se tornaram familiares atualmente, mas que nem eram possível de serem realizadas algumas décadas atrás? Como assistir filmes e séries no conforto de casa, solicitar um transporte particular ou serviço de entrega pelo celular ou até mesmo fazer consultas médicas. 

Tudo isso foi possível graças aos avanços tecnológicos, que encurtaram distâncias e flexibilizaram diversos serviços. Permitiram até com que, em várias áreas, o trabalho fosse realizado de forma remota. Essas transformações impactaram diretamente a relação das empresas com os profissionais, abrindo novas oportunidades de negócio.

Algumas organizações estão encarando essas mudanças com uma postura tímida, ainda desconfiadas dos benefícios que a parceira com a tecnologia e suas inovações trazem. Enquanto isso, outras se jogaram de cabeça, investindo em conceitos como a transformação digital — encarando as soluções tecnológicas como protagonistas das estratégicas do negócio, não apenas ferramentas. 

Em maior ou menor grau, a tecnologia já é parte integrante das atuais relações profissionais: na digitalização da documentação e envio aos órgãos governamentais; recrutamento online; e, agora, contribuindo para o surgimento de novas modalidades de trabalho, como o home office e o officeless. 

Home Office: o primeiro passo

Um dos modelos mais conhecidos de trabalho e que foi possível graças à tecnologia é o home office. Ele permite com que os colaboradores realizem seus serviços na comodidade de suas casas, adequando sua rotina para acomodar compromissos pessoais e familiares, contribuindo assim para um melhor equilíbrio entre uma esfera e outra, mesmo com as obrigações cotidianas. 

Essa flexibilidade também ajuda a reduzir o estresse ao evitar ter que enfrentar o trânsito e transporte público, ainda mais nas grandes cidades, além de diminuir os gastos inerentes ao deslocamento e alimentação fora. 

Ainda mais no cenário da pandemia, muitas empresas tiveram que adotar o trabalho remoto de forma emergencial — sem preparo ou estrutura para implementar esse modelo com melhor eficiência. Mesmo assim, diversas organizações descobriram os benefícios que esta modalidade oferecia.

Alguns negócios até notaram o aumento da produtividade e bem-estar dos funcionários, pretendendo continuar a adotar o home office — seja de forma integral ou parcial, com alguns dias da semana presenciais — mesmo quando a pandemia acabar.

O estilo do home office já era um modelo esperado de trabalho, cuja implementação foi acelerada com a pandemia. No entanto, existe um movimento ainda mais inovador despertando e ganhando espaço nas empresas, inclusive no Brasil.

Officeless: o futuro do trabalho 

Se o home office já é considerado um avanço, o officeless é um passo além: o trabalho remoto não é uma ação pontual ou apenas a mudança física do espaço profissional, sim uma mudança para uma mentalidade mais flexível e inovadora. 

Nesse conceito, o funcionário tem toda estrutura necessária para atuar de onde quiser — de casa, em um café ou até do outro lado do mundo. Há um preparo, tanto da parte do colaborador, da liderança e da empresa como todo para extrair o melhor do trabalho feito a distância. 

A mentalidade do officeless está ligado a três pilares: autonomia; propósito e confiança. É preciso que os profissionais tenham liberdade para exercer suas funções, tendo espaço para realizar seus planos pessoais e com a garantia de que irão cumprir suas obrigações, qualquer seja o seu local físico de trabalho. 

Enquanto o home office ainda está atrelado ao modelo convencional, com horários e locais fixos, o officeless aproveita o potencial da tecnologia para quebrar esse paradigma, abrindo uma série de possibilidades e a oportunidade de construir um relacionamento mais aberto com as equipes. 

Isso significa uma mudança na mentalidade das lideranças de cada setor e dos gestores da empresa como um todo, aprendendo a dar mais espaço para os funcionários agirem com autonomia — o que é um completo oposto a uma postura de microgerenciamento, por exemplo. 

E não é à toa que este conceito está ganhando força. Para se ter uma ideia: a Via Varejo — gigante responsável por marcas como Casas Bahia, Pontofrio e Extra — está adotando esse conceito de regime 100% a distância, preparando-se para as tendências do mercado de trabalho.  

A aposta na mentalidade é tamanha que existem empresas que estão dando vales para seus funcionários adquirirem todos os itens que julgarem necessários para trabalhar fora do escritório da empresa, até sem requerer comprovação das aquisições, praticando os pilares desse conceito. 

Com a tecnologia já disponível, é possível administrar organizações que não dependam mais de um escritório e sede física, atuando completamente de forma remota e integrada a mentalidade de liberdade e confiança do officeless. 

Mesmo aquelas que não possam realizar essa migração completa, por conta da natureza de suas operações, ainda é possível implementar essa mentalidade em alguns setores.

Existe até mesmo um movimento no Brasil a favor do officeless, orientando e incentivando a implementação de um modelo de trabalho que, possivelmente, será comum no futuro.  

O Futuro do Trabalho e dos Negócios

Não adianta ignorar: a tecnologia transformou as relações de trabalho e empreendedoras de uma forma irreversível. Por resistência às mudanças, muitas empresas acabaram deixando de aproveitar diversas oportunidades e ficaram para trás.

Não somente na relação com os colaboradores, a tecnologia será cada vez mais presente nos negócios, ainda mais com o fortalecimento de conceitos como o officeless e a transformação digital. Produtos, serviços, processos… as ferramentas tecnológicas podem contribuir para otimizar operações e gerar uma experiência mais satisfatória tanto para clientes, como para funcionários. 

No entanto, assim como as oportunidades crescem, os riscos também aumentam. É preciso saber lidar com a tecnologia para utilizar o seu potencial e não cair em enrascadas, como golpes, fraudes e prejuízos materiais e intelectuais para a empresa. 

E esse cuidado passa pela educação dos colaboradores. Descubra como manter a segurança de dados na política home office e evite problemas sérios para o seu negócio!