Professor 3.0 faz parte da necessidade de uma nova era onde a tecnologia tomou uma proporção descomunal. Revela a importância dessa profissão de se reinventar quando as interações entre pessoas mudaram e o contato com qualquer tipo de informação está ao alcance das mãos.

A revolução tecnológica surgiu transformando tudo à nossa volta e acelerou a necessidade de o professor ser mais do que alguém que promove o conteúdo didático e a indispensabilidade de se reinventar na sala de aula. Mesmo sabendo que a função do professor precisa mudar, fica o questionamento: Qual seria, de fato, o papel do professor nesse contexto que nos encontramos?

Por isso, neste artigo, nós vamos trazer questões importantes sobre a atuação do professor na sala de aula e dicas de como vencer os desafios que a era digital trouxe para o ensino.

O professor 3.0 e a transformação do seu papel durante o tempo

Há algum tempo, o docente era visto como o centro da educação, o possuidor de todo o conhecimento, promovendo uma metodologia mecânica e muito autoritária. Enquanto isso, os estudantes eram agentes receptores da mensagem que ele propagava.

Mas estudos para descobrir como os seres humanos aprendem, revelaram informações que colocaram a arte de ensinar em nova perspectiva. Um dos patronos dessa revolução foi Paulo Freire, que passou a defender a educação como um processo crítico e que dá autonomia ao estudante.

Nessa visão, o professor foi compreendido como mediador, ou seja, seu papel, ao contrário do que era desempenhado até então, precisava ser o de propor prática em sala de aula que possibilitasse o desenvolvimento da criticidade dos discentes e de considerar os conhecimentos prévios que os estudantes possuíam antes mesmo de adentrar no ambiente escolar.

Junto com essa perspectiva, a tecnologia tornou-se acessível para mais pessoas. Nisso, a necessidade de transformar o papel do professor, que já era requerida no contexto escolar, passou a ser ainda mais cobrada.

Como ser um professor 3.0?

Mais do que nunca, o professor 3.0 precisa ser aquele que além de possuir o conhecimento e compartilhá-lo ao aluno, também deve desempenhar o papel de mediador, que ajude o aluno a pensar, inovar, ir atrás, ser criativo e, principalmente, aprender a aprender.

Portanto, o professor deve assumir o papel de formar estudantes inquietos, que questionam, que vão atrás das respostas, instigar o espírito de empreendedorismo e a gana por inovar. Tudo isso com empatia, colaboração, promovendo o trabalho em grupo e estimulando a resiliência dos alunos.

Nesse contexto, a tecnologia é utilizada como ferramenta para garantir que essa troca seja feita da maneira mais natural possível, trazendo a realidade do estudante para a sala de aula.

Como vencer os desafios de ensinar na era digital

A tecnologia trouxe uma série de facilidade para o âmbito educacional, mas também gerou diversos desafios para o professor.

Veja algumas das dificuldades que o professor 3.0 enfrenta para exercer sua profissão na nova era.

Competir pela atenção do aluno na sala de aula

A tecnologia apareceu dentro da sala de aula, principalmente, através dos aparelhos celulares, mas ao invés de se mostrar um recurso para a promoção do ensino, ela tem disputado a atenção dos estudantes e tornado a ação de ensinar um desafio.

Isso porque o professor não sabe ao certo como utilizar desse recurso para potencializar o seu conteúdo e proporcionar mais engajamento entre os estudantes. Acaba muita das vezes proibindo-o. Como consequência, a alternativa que poderia estar agregando valor, tem obrigado os professores a competirem pela atenção dos estudantes em sala de aula.

Ao pensar na perspectiva de aprendizagem que enfatiza a importância de o estudante ser ativo no contexto escolar, o estudante aprende com o docente e com os colegas de maneira colaborativa.

Ser um professor 3.0; conectado com as inovações.

A revolução tecnológica aconteceu muito rápido, uma hora professores continham giz e o quadro, lutavam para garantir que todos os alunos tivessem o livro didático, o único recurso diferente, em outra, os estudantes tinham qualquer informação nas mãos.

Os professores 3.0, que participam dessa mudança, precisam dominar os recursos tecnológicos. Primeiro, a necessidade fica por conta de saber manipular as novas ferramentas.  Smartphones, tablets, saber acessar sites de notícias, pesquisas e mais. Igualmente importante, o docente 3.0 deve saber como utilizar a tecnologia em sala de aula.

Então, outra forma de o professor 3.0 vencer os desafios da era digital é se manter conectado com as novas formas alternativas de aprendizagem disponíveis.

Tornar o ensino híbrido

Com o acesso ilimitado a informações, o aprendizado não se limita ao contexto escolar, ao contrário, com o surgimento da tecnologia, o estudante consegue aprender em diversas ocasiões que não estejam diretamente relacionadas ao ambiente escolar.

Essa possibilidade pode ser vista como uma oportunidade. O ensino aqui passa a ser feito de forma híbrida, presencial e a distância. Nisso, há a inserção de variados recursos que auxiliarão nesse processo.

O celular, por exemplo, deixa de ser um aparelho que distancia o professor do aluno e passa a ser um recurso para aproximá-los. Pois pode ser utilizado como ferramenta para atividades dinâmicas e atrativas.

As convencionais “lições de casa” abrem espaços para gamificação que contextualize a proposta indicada para o professor em sala de aula, análise case, entrevistas com pessoas de outras regiões e mais. Afinal, se o objetivo maior da educação está em conscientizar o aluno e permitir que ele se torne protagonista, por que não dar essa abertura?

Portanto, o professor 3.0 deve ser um apoio para o estudante conhecer o mundo, instigá-lo a ser protagonista, em ir atrás das oportunidades e aperfeiçoar suas habilidades e competências com o conhecimento prévio que já possui.Alcançar resultados como esse, dificilmente será através de quadro e giz. A tecnologia vem, desse modo, para auxiliar o professor 3.0 nesse processo. Nesse sentido, o papel da gamificação tem se mostrado um fator em potencial, pois o ambiente lúdico e a possibilidade de trabalhar o contexto do aluno, é exatamente o que a educação 3.0 pede.