A autoavaliação de desempenho é uma ação dos colaboradores que pode fazer toda a diferença no dia a dia da empresa. Apesar de ser algo que dependa de sua proatividade e percepção, o RH deve incentivar o funcionário nesse processo, tornando-o mais eficiente e fiel a realidade.

Descubra nesse artigo como estimular a autoavaliação de desempenho dos seus colaboradores e a importância dessa ferramenta para a organização.

O que é a Autoavaliação de Desempenho e qual sua Importância?

O aprimoramento é uma questão fundamental em qualquer realidade. Seja na esfera pessoal, nos negócios ou na vida profissional, buscar a evolução contínua é uma forma de melhorar seus resultados, independentemente do objetivo final.

Mas todo processo de aprimoramento passa pela identificação dos pontos fortes e dos passíveis de melhora, justamente para saber seus talentos e o que deve ser trabalhado para conseguir essa melhora — e é para isso que serve a avaliação de desempenho. 

Essa ferramenta ajuda RH e os próprios colaboradores a entenderem seus pontos fortes e fracos, para se tornarem profissionais mais capacitados, motivados e eficientes. Assim, é possível identificar e trabalhar essas características para ter uma equipe com maior desempenho.

Existem vários tipos de avaliação de desempenho, cada uma com o seu foco e metodologia: 

  • a avaliação direta; 
  • do líder; 
  • por competências; 
  • a objetiva; 
  • conjunta ou 180 graus; 
  • a 360 graus
  • e — a que vamos aprofundar nesse artigo — a autoavaliação. 

A autoavaliação de desempenho é uma análise feita pelo próprio funcionário, que deve refletir sobre questões-chave como sua postura profissional, competências, desejos para a carreira, lacunas, comportamentos, pontos que precisam ser melhorados em geral, entre outras situações. 

A partir dessa observação o colaborador pode buscar aprimoramento profissional e pessoal naquilo que precisa mudar e aprender a usar melhor os seus talentos — e o RH pode e deve ajudar nesse processo!

Uma boa avaliação de desempenho pode encaminhar o colaborador a uma jornada de aprimoramento, buscando as capacitações técnicas que vão lhe ajudar a fazer seu serviço com maior qualidade e produtividade, as habilidades pessoais que tornarão o clima e relacionamentos internos mais saudáveis. Tudo isso transformando o funcionário em um profissional e pessoa melhor.

Desta forma, o RH e empresa tem o completo interesse em implementar uma ferramenta como a avaliação de desempenho, seja a individual ou da organização como todo. No caso da autoavaliação, é possível já ter impactos positivos com a análise pessoal de cada colaborador. 

No entanto, os resultados desse tipo de avaliação dependem do nível de maturidade, autopercepção, proatividade e sinceridade de cada colaborador, já que eles são os responsáveis pela análise. Porém, o RH pode ajudar nessa dinâmica, guiando o funcionário nessa autoavaliação para refletir sobre as questões-chave e descobrir seus pontos fortes e fracos para melhorar a partir dessa reflexão.

Como Fomentar a Autoavaliação de Desempenho na Empresa

Fazer uma autocrítica nunca é fácil. Muitos funcionários acabam tendo dificuldades em ter esse momento de reflexão, até por não estarem acostumados a esta prática. No entanto, o RH pode incentivar os colaboradores nesse processo ao orientá-los nessa ferramenta. 

Primeiro, deve-se explicar a importância dessa análise ao colaborador, dizendo como ela lhe ajudará a melhorar sua carreira e relações intrapessoais, encontrando oportunidades e fortalecendo suas competências

Depois é preciso falar sobre a necessidade de se ter uma experiência sincera, que exige tempo e reflexão. Por não ser obrigatório se reportar a outros (o RH pode pedir algum feedback, porém no fim a análise é pessoal), é mais fácil ao colaborador ser mais honesto nesse processo, pensando sobre suas qualidades, dificuldades e anseios sem ter sua autopercepção completamente divulgada a terceiros. 

Então é a hora de se autoavaliar. Algumas perguntas que o RH pode passar para o funcionários se inspirar e facilitar esse momento são: 

  • Como está sua vida profissional? E a pessoal?
  • Onde deseja chegar?
  • Quais objetivos profissionais e pessoais conseguiu alcançar?
  • Está satisfeito com o seu trabalho atualmente?
  • Quais são seus pontos fortes? E por que acha que são eles? (Pensando também em exemplos práticos)
  • Como você usa seus pontos fortes no trabalho?
  • Quais são os pontos que precisa melhorar? E por que acha que são eles? (Pensando também em exemplos práticos)
  • Como esses pontos que precisam ser melhorados afetam seu trabalho e desempenho?
  • O que você pode fazer na prática para melhorar esses pontos?
  • Como o RH pode te ajudar nesse processo?
  • Há oportunidades internas em que você possa usar mais seus pontos fortes?
  • Há oportunidades internas em que você possa melhorar seus pontos fracos?
  • Onde você quer chegar na carreira daqui a 1 ano? E em 5?

Essas indagações já ajudam o colaborador a analisar seus desejos na profissão, suas forças (e como elas contribuem na prática em suas funções) e pontos que precisam ser melhorados (e como eles prejudicam seu trabalho no dia a dia). 

A partir dessa análise o colaborador pode pensar em ações concretas para aproveitar melhor seus talentos, aprimorar suas falhas, mudar comportamentos e se esforçar efetivamente para construir uma carreira mais satisfatória e alinhada aos seus desejos. 

O funcionário ainda pode buscar a ajuda do RH e de coach nessa jornada, transformando toda reflexão em mudanças reais na sua vida pessoal e profissional, desenhando uma carreira mais feliz e produtiva. 

O RH ainda deve orientar o colaborador a fazer a autoavaliação de desempenho com certa frequência, possibilitando que o profissional enxergue suas evoluções ao longo do processo e tornando-o um aprimoramento contínuo. 

Desta forma, o funcionário poderá se tornar mais valioso à empresa e mais motivado no trabalho, usando uma ferramenta prática e fácil de ser executada. Porém, o RH pode fazer mais por esse colaborador: que tal implementar ações de treinamento e desenvolvimento para ajudá-lo a melhorar?

Essa estratégia pode tornar os funcionários da empresa mais capacitadas tecnicamente, com comportamentos e relacionamentos saudáveis, além de aumentar seu engajamento e motivação. O treinamento corporativo é fundamental para fortalecer as competências dos colaboradores, resolver lacunas de conhecimento e consolidar sua ligação emocional com a organização.

Mas não adianta oferecer os melhores conteúdos, se a metodologia adotada não motivar os colaboradores a participarem das atividades. Imagine seus funcionários tendo que ficar escutando um instrutor como se voltassem à sala de aula, apenas copiando o que ele fala: acha que esse estilo de ensino conseguiria bastante adesão e interesse na sua empresa?

Adote metodologias engajadoras para melhorar o desempenho dos seus colaboradores com métodos diferentes: saiba como fugir do comum e criar um treinamento inovador para sua equipe!