Saber lidar com os colegas e colaboradores é fundamental para ter uma dinâmica saudável na empresa. No entanto, diante de tantas diferenças e pressões, mesmo comentários aparentemente inofensivos podem gerar atritos e prejudicar o relacionamento e clima interno, o que por sua vez podem impactar negativamente a produção. Uma forma de evitar esse problema é educando lideranças e funcionários sobre a comunicação não violenta.

Descubra nesse artigo como melhorar os relacionamentos internos e garantir um ambiente saudável aos seus colaboradores por meio da comunicação não violenta. 

A Importância de uma Comunicação Efetiva

Os relacionamentos internos têm um grande peso no funcionamento de uma empresa. Um clima organizacional ruim gera vários problemas, que podem influenciar a produtividade e qualidade do trabalho dos colaboradores e, consequentemente, afetar o negócio.

Nessa dinâmica interna, a comunicação tem papel fundamental nas engrenagens da organização para além das funções do dia a dia. Ela contribui para estreitar os laços entre o líder, colaboradores e colegas, contribuindo para elementos importantes, como o engajamento e motivação dos funcionários. 

Ainda mais no ambiente corporativo, é preciso saber negociar e dialogar com as pessoas de forma respeitosa, tentando alinhar visões diferentes para formular ações que beneficiem o grupo e a organização. 

Um líder que não sabe dialogar corretamente com sua equipe, por exemplo, pode trazer diversos danos a empresa: não saber orientar os funcionários em suas tarefas e isso prejudicar sua execução; gerar estresse, angústia e pressão no departamento; desmotivar os colaboradores; e, nos piores casos, ser um dos motivos para o aumento da rotatividade no setor. 

Entre os colaboradores essa situação também origina vários problemas, reduzindo a motivação dos colegas, gerando até mesmo brigas — que podem prejudicar seriamente a produtividade — e sim, se agravar e causar a saída de talentos. 

Ter uma comunicação empática e assertiva na organização não é tarefa fácil, ainda mais na correria, pressões do dia a dia e com um grande número de funcionários, das mais diversas vivências, convivendo por longos períodos de tempo. É inevitável que conflitos e estresses ocorrem nessas circunstâncias.  

Porém, existe um conceito que pode ajudar a mudar esse quadro na sua empresa: a comunicação não violenta! Essa postura pode adotada ser tanto com o público interno, como externo, ajudando a resolver conflitos também com os clientes e desenvolvendo campanhas de marketing mais amigáveis. 

O que é a Comunicação Não Violenta (CNV)?

Esse conceito foi desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg e vem sendo adotado em diversos contextos para transformar as relações de um grupo, trabalhando a questão da responsabilidade para reduzir possíveis agressões ou dinâmicas opressoras. 

A Comunicação Não Violenta (CNV) parte do princípio que todos os seres humanos agem para sanar uma necessidade e atender valores básicos universais. Por meio de uma linguagem mais empática, porém estabelecendo limites e não fugindo dos incômodos, é possível resolver conflitos em diversas esferas: seja nos relacionamentos pessoais, dentro das empresas e até mesmo na política global. 

Esse tipo de comunicação não significa falar manso ou evitar os problemas de relacionamento, e sim encará-los, mas com uma postura de menos julgamento e mais diálogo. Evita-se usar palavras com tom de acusação, que possam agravar a situação, e as substitui por termos e explicações mais eficientes para resolver os problemas.

Adotar a comunicação não violenta não é algo que ocorre da noite para o dia, nem é uma postura fácil de se manter. No entanto, ao se vigiar para manter essa conduta nos relacionamentos, é possível diminuir os conflitos em diversas situações, cultivar um ambiente saudável e fortalecer os laços no grupo ou no contato pessoal. 

O autor condensou essa metodologia no livro Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais, que se tornou um manual prático para a aplicação desse conceito no dia a dia.

Técnicas de Comunicação Não Violenta

Aplicar a comunicação não violenta nos relacionamentos da empresa — seja com as lideranças, colaboradores, parceiros, fornecedores ou no atendimento ao cliente — é um exercício diário de paciência, empatia e atitude. 

De acordo com Rosenberg, existem 4 etapas para se adotar a postura da CNV. Vamos entender cada uma delas?

1- Observar sem julgamento

O primeiro passo é encarar a situação de forma neutra, sem adotar julgamentos e analisando tudo em seu contexto. Nesse momentos deve-se evitar expressar opiniões ou juízo de valor sobre o assunto, e sim buscar realmente escutar e entender o que o outro fala — o que não é sempre uma tarefa fácil ou praticada no cotidiano. 

2- Identificar sentimentos

Nem sempre é fácil expressar o que se está sentido, entretanto, essa habilidade subjetiva deve ser estimulada e desenvolvida para melhorar o relacionamento interpessoal. Para adotar a comunicação não violenta é importante saber identificar e nomear as emoções que as situações geram, tanto as próprias quanto as dos outros, aprendendo também a separá-las dos pensamentos: somente assim será possível lidar com elas. 

Além disso, Rosenberg explica que é necessário se permitir ser vulnerável nesse processo.

3- Reconhecer e assumir as necessidades

Rosenberg acreditava que a violência surgia de necessidades não atendidas, como uma espécie de recurso final na busca para sanar esta lacuna. Segundo as ideias da CNV, é importante reconhecer justamente as necessidades que estão por trás dos sentimentos despertados com a situação, ou então das falas e atitudes tomadas.

Nesse momento é fundamental a empatia para entender esse lado, identificando as necessidades, tendo responsabilidade por seus sentimentos e se conectando tanto consigo quanto com os outros. 

4- Pedido de mudança

Após analisar e ser empático com a pessoa e conflitos que se apresentam, é a hora de resolver a situação ao conversar — porém usando palavras positivas e com um pedido objetivo e claro de mudança. 

Nesse sentido, o conflito pode ser resolvido usando uma linguagem amigável, que desperte empatia, comunique os sentimentos e necessidades por trás e seja claro sobre a importância da mudança no comportamento dos outros. 

Ao aplicar essas técnicas, é possível evitar usar palavras que aumentem o atrito e gerem ainda mais problemas, além de construir relacionamentos mais fortes nas equipes — o que vai ajudar no clima interno, produtividade e qualidade do serviço. 
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