Ter equipamentos de ponta, oferecer um produto ou serviço de qualidade, contar com os profissionais mais especializados e o melhor marketing não é o suficiente para fazer uma empresa ser bem sucedida. Se não tiver um cuidado especial com as pessoas que formam a companhia, muitos problemas podem acontecer e prejudicar o desempenho do negócio. Por isso, é importante estar atento a um dos indicadores mais conhecidos da área: o clima organizacional.

Neste artigo vamos explicar como o relacionamento interno pode influenciar – positiva ou negativamente – o desempenho da empresa, além de trazer algumas ferramentas para avaliar e melhorar o clima organizacional.

O que é o Clima Organizacional?

Em linhas gerais, é a percepção coletiva que o público interno têm do ambiente da empresa. Essa noção parte do ponto de vista subjetivo de cada funcionário, considerando suas expectativas, desejos e frustrações – por isso é um conceito complexo, impactado por diversos elementos. Alguns dos fatores que influenciam no clima organizacional são: o relacionamento entre colegas, departamentos e com a liderança; condições de trabalho; motivação da equipe; pressão e recompensas.

Esse juízo sobre o ambiente de trabalho acaba influenciando o comportamento dos próprios colaboradores, seja para o bem ou mal. Por isso é fundamental que o RH esteja sempre atento ao clima organizacional, usando ferramentas específicas para mensurar esse fator subjetivo.

Como o Clima Organizacional pode impactar a empresa?

Como dito, essa percepção coletiva tem o poder de influenciar o comportamento dos colaboradores e seu relacionamento com a empresa. Se o clima organizacional é bom, os funcionários trabalham com motivação, proatividade, produtividade, sabem atuar em equipe, se engajam com a instituição e permanecem nela. Um ambiente positivo ajuda a extrair o melhor de cada profissional, que irá trazer bons resultados para a companhia.  

Já quando o clima organizacional é ruim, diversos problemas podem ser acarretados, certamente prejudicando o desempenho da empresa. Os colaboradores possivelmente terão dificuldade de relacionamento entre si, com o departamento próximo e até com a diretoria e seus próprios líderes – isso, por si só, tem uma série de consequências negativas, como gerar competições desnecessárias, fofocas, má vontade, isolamento, insegurança e comodismo. Tudo isso em vez de todos trabalharem juntos para alcançar o objetivo da instituição, trazendo o melhor de si e criando um ambiente colaborativo, inovador e harmonioso.

Mas não acaba por aí. Esses problemas de relacionamentos e ambiente pesado (por conta de todo desgaste e pressão) podem reduzir a produtividade do empregado e até impactar a qualidade do seu trabalho. Pior, o funcionário pode ficar desmotivado, faltando com frequência, não realizando suas tarefas como deveria e, até mesmo, adoecer e/ou sair da organização. Com grande frequência, a rotatividade de colaboradores afeta muito uma empresa, causando prejuízos financeiros, produtivos e de capital intelectual.

Algumas instituições tentam melhorar o clima organizacional ao criar um ambiente descontraído – espaço com paredes coloridas, mesas de jogos, happy hour, vestimenta casual, animais no trabalho e outras práticas, que estão cada vez mais chamando a atenção dos empreendedores. No entanto, apesar de serem atitudes bacanas, não são prioridade para os profissionais e não vão segurar os talentos da sua companhia caso a atmosfera não lhe esteja agradável!  

Como diagnosticar o Clima Organizacional

Antes de decorar as paredes dos setores ou instalar um videogame na empresa, é preciso avaliar a real situação do clima organizacional do seu negócio, identificando as lacunas, problemas e oportunidades.

A Pesquisa de Clima Organizacional é uma ferramenta eficiente para fazer essa tarefa. Ela busca compreender a percepção dos funcionários a respeito do ambiente interno, por meio de entrevistas e questionários individuais. Essa avaliação deve ser feita regularmente, porém sem obrigar ninguém a participar da pesquisa. O RH tem que realizar um trabalho de incentivo e conscientização com os colaboradores, além de garantir a confidencialidade das respostas dos participantes.

A pesquisa pode abordar questões como o que motiva ou desmotiva os funcionários, se eles indicariam a empresa para alguém, sua opinião sobre a gestão, percepção a respeito de seu líder, sua satisfação com a remuneração e benefícios, e se estão realmente alinhados aos valores, missões e objetivos da organização. Essas e outras tantas perguntas ajudarão o RH a identificar problemas no clima e relacionamentos internos, que deverão ser comunicados à diretoria.

Após reunir os resultados, o RH deve divulgar as conclusões e, principalmente, montar ações concretas para transformar o clima organizacional ou torná-lo ainda melhor. De nada adianta todo esse esforço e tempo empreendido, se os colaboradores não serão realmente ouvidos, não?

Como melhorar o Clima Organizacional

Ao constatar que os funcionários estão desmotivados, há problemas internos de relacionamento e o ambiente não contribui para a qualidade e produtividade das equipes é hora de agir.

Primeiramente, após aplicar a pesquisa, o RH deve considerar quais são os pontos principais que estão prejudicando o clima organizacional. É a insatisfação com os salários e benefícios? Carga excessiva de trabalho? Falta de habilidade da liderança? Ambiente sob muita pressão? Falta de oportunidades de crescimento dentro da empresa? Ao avaliar as respostas é possível começar a imaginar que ações podem ser tomadas para corrigir esses problemas e tornar o cenário mais motivador e produtivo para os colaboradores.

O RH pode investir em ações como treinamentos específicos para os líderes, atividades lúdicas e diferenciadas para desestressar a equipe, repensar o plano de cargos e salários e outras formas de melhorar o ambiente de trabalho.

Uma dica é investir em métodos inovadores, que estão conquistando cada vez mais as empresas no mundo todo. A gamificação, por exemplo, é uma estratégia ampla que contempla diversos pontos, como capacitação profissional, desenvolvimento de habilidades pessoais, estímulo à motivação e a melhora dos relacionamentos com os colegas.

A gamificação alia elementos dos jogos à atividades com objetivos concretos, como realizar os treinamentos corporativos ou onboarding de novos funcionários, participar de processos seletivos, se envolver na comunicação interna e até mesmo motivar a fazer as tarefas cotidianas do cargo. O lado lúdico estimula e engaja os colaboradores, transformando ações que poderiam ser monótonas e cansativas em experiências imersivas e interativas.

Desta forma, a equipe atua com mais motivação, produtividade e qualidade – com certeza transformando a maneira com que encaram seu próprio trabalho. O estilo game acaba reduzindo a pressão e descontraindo o ambiente, ajudando assim em diversas frentes a melhorar o clima organizacional.

O RH pode implementar a gamificação e outras estratégias para melhorar a gestão de pessoas da sua empresa. Quer saber mais sobre essa metodologia? Converse conosco e descubra como adotá-la na sua realidade!