A estrutura matricial é um modelo organizacional flexível que pode ser adotado por empresas em diferentes contextos, permitindo maior participação dos colaboradores nas decisões, além de explorar novos projetos e manter os setores especializados funcionando.

Descubra o que é e os benefícios de se aderir a uma estrutura ou organograma matricial!

O que você vai ver neste artigo:

Modelos Organizacionais: todo negócio precisa de um!

Toda empresa segue algum modelo de organização: seja com uma hierarquia rígida ou mais flexível, ela precisa de uma estrutura que oriente as ações e planejamentos, além de definir os objetivos estratégicos que nortearão todos os esforços.

Sem esse norte, diversos ruídos e dificuldades de organização irão prejudicar o desempenho do negócio. Imagine como sua empresa iria funcionar sem saber quais são as tarefas necessárias para mantê-la de pé, muito menos quem seria responsável por realizá-las: é difícil pensar que um cenário destes traria resultados positivos, não é mesmo?

No entanto, existem vários tipos de estrutura organizacional, com características e propósitos diferentes. Primeiramente, podemos classificar nos dois mais famosos:

Estrutura Vertical

A estrutura vertical é a mais comum nas empresas, trazendo um modelo hierárquico rígido. As decisões se concentram no topo (com os diretores e CEO) e abaixo seguem os profissionais, em ordem decrescente em relação ao seu poder dentro da organização. 

Por conta dessa rigidez, a comunicação e mesmo a tomada de decisões costumam ser mais lentas, justamente pelo longo trajeto que devem cruzar na hierarquia. 

Estrutura Horizontal

Já este modelo é menos rígido, com os colaboradores tendo maior autonomia. Pode-se dividir os funcionários em grupos de acordo com seus conhecimentos, com um líder observando equipes maiores.  

Neste caso é preciso cuidado para que os profissionais não se percam, sentindo-se sem direção por não ter uma estrutura mais rígida de comando. 

Esses dois modelos são básicos de serem entendidos por qualquer gestor. Porém, não os únicos: existe também outra divisão, igualmente importante.

Estrutura Funcional e Divisional 

É importante, e mais fácil, entender sobre a estrutura matricial após conhecer dois modelos fundamentais: o funcional e o divisional. 

Estrutura Funcional

Um dos mais conhecidos, esse modelo divide a empresa em departamentos: vendas; marketing; financeiro; produção… e por diante. Cada setor reúne profissionais da mesma área e que respondem a um mesmo líder. 

Nessa estrutura, a hierarquia é bem definida, os profissionais sabem o que precisam fazer para serem promovidos e evoluir em suas carreiras. Além disso, a equipe reúne especialistas em determinada área de trabalho, valorizando esse tipo de perfil. 

No entanto, enquanto o relacionamento no departamento pode fluir devido ao ramo em comum, a comunicação com outras áreas possivelmente não será tão eficiente. Essa divisão pode acarretar em cada setor ficar mais preocupado com seus objetivos e desempenho do que com os da empresa como um todo. 

Estrutura Divisional

Esse caso é diferente: as equipes são montadas para lidarem em um projeto, atuarem com os mesmos clientes ou em determinada localidade, agregando profissionais de diferentes especialidades com um único propósito. 

Essas divisões são mais ágeis em sua resposta à mudanças no cenário por serem grupos menores e mais flexíveis. Com o foco nos mesmos clientes, a relação dos profissionais com os compradores se torna mais próxima, valorizando suas necessidades. Além disso, as equipes acabam sendo mais autônomas.

Os projetos podem envolver diversas áreas da empresa, da criação de novos produtos e serviços, otimização de processos ou implementação de inovações como a gamificação, melhorando os resultados das operações.

Porém, essa estrutura acaba não incentivando a especialização, além de correr o risco de ocorrer competição entre as divisões pelos recursos da empresa. 

Mas, qual seria a relação desses dois modelos com a matricial?

O que é a Estrutura Matricial?

É um modelo organizacional mais flexível do que os que vimos até agora. No fim ela traz elementos da funcional (a existência dos departamentos) e da divisional (a ideia da divisão por projetos), para aproveitar o melhor dos outros dois e evitar algumas de suas lacunas.

Na estrutura matricial cada setor acaba sendo subordinado tanto pela sua liderança quanto pelo responsável do projeto, fazendo com que os colaboradores estejam sob uma subordinação dupla. 

Desta forma, a empresa busca investir não somente na especialização dos setores, como na inovação e flexibilidade dos projetos independentes. Organizações grandes costumam adotar essa estrutura, aproveitando essas duas características em sua rotina. E essa adoção não é à toa.

Benefícios da Estrutura Matricial 

Existem algumas vantagens que este modelo possibilita às empresas e equipes:

  • Permite que os profissionais desenvolvam competências diferentes, por atuarem em seus setores e em projetos diversos; 
  • Permite a troca de ideias e incentiva a inovação; 
  • Maior participação dos colaboradores nas decisões, o que pode aumentar a motivação e engajamento;
  • Aproveitamento dos talentos internos;
  • Usa um modelo mais flexível, se adaptando melhor em momentos que demandam agilidade; 
  • Investe na qualidade (com os setores especializados) e na produção de novas soluções (equipes de projetos).

Porém, assim como existem vantagens, a estrutura matricial também traz algumas limitações:

  • Essa subordinação ao gestor do setor e ao líder do projeto pode gerar confusões e conflitos de interesse; 
  • Necessidade de organização e do fortalecimento da comunicação para o sucesso das equipes;
  • Possível dificuldade de adaptação ao modelo.

Por isso, para adotar a estrutura matricial é importante que todos os envolvidos entendam como funciona o modelo e estejam preparados para as demandas produtivas e exigências comportamentais naturais dessa mudança. 

Nesse sentido, é fundamental que as empresas invistam em treinamento corporativo, melhorando a capacitação técnica dos funcionários e ajudando-os a desenvolver habilidades subjetivas para estar sob a dupla subordinação — além de preparar as lideranças para essa nova dinâmica. 

Qual estrutura organizacional adotar?

Escolher uma estrutura organizacional para a empresa não é a tarefa mais fácil e simples no mundo corporativo. É preciso conhecer a fundo a organização e seus funcionários, analisando qual possibilidade seria mais vantajosa para o negócio. 

Além das abordadas neste artigo, existem ainda outros modelos organizacionais como a estrutura em rede e em equipe, por exemplo. Por isso é fundamental conhecer todas as opções antes de adotar uma outra. 

Uma empresa bem organizada e estruturada é capaz de ser mais produtiva, oferecer produtos e serviços de qualidade para os clientes, aproveitar os talentos internos e ganhar mais espaço no mercado. 

Mas tudo isso passa por realizar um ótimo trabalho na gestão de pessoas, capacitando e aprimorando quem faz toda estrutura funcionar corretamente. Conheça 3 ações inovadoras de RH para grandes empresas e saiba como melhorar os resultados da sua empresa!