Quem fica parado acaba perdendo espaço no mercado. Por isso é importante investir continuamente em novidades e aprimoramento, seja dos processos, produtos ou serviços, modelo de negócios, ou outras áreas da empresa. Nesse sentido, implantar inovações incrementais e radicais pode fazer toda diferença para o desempenho da organização. 

Quer saber mais sobre esses tipos de inovação? Confira este artigo e saiba aproveitá-las no seu negócio!

A Importância da Inovação

Atualmente a inovação é algo desejado e buscado por empresas de todos os tipos. E isso não é à toa: nas últimas décadas, negócios que investiram nessa direção acabaram desbancando organizações tradicionais, que estavam no topo de seus mercados. Não é difícil lembrar o que aconteceu com as fabricantes de máquinas de escrever e grandes redes de locação de vídeos, que não investiram em uma cultura voltada a esta questão

A sobrevivência do negócio, ainda mais em setores que sofrem constantes mudanças, pode muitas vezes depender da capacidade de inovação da organização — seja em seus produtos e serviços ofertados, ou seja internamente. Essa qualidade está em todos os lugares, de um modelo diferente de calçado ou um recurso adicional em redes sociais, sendo demandada por empresas de todos os tamanhos e segmentos de mercado. 

Muitos acham que a inovação ocorre apenas nos produtos e serviços oferecidos aos clientes, mas isso é um engano: existem diferentes modos e até escalas em que essa competência pode ser adotada nas empresas. 

Os Diferentes Tipos de Inovação 

Apesar da maioria imaginar a inovação primeiro como algo voltado a produtos e serviços, essa postura é maior do que isso: é possível transformar diversas áreas de um negócio com esta conduta.

  • Inovação de produtos e serviços: desenvolve soluções novas ou aprimora os recursos existentes para os clientes, gerando maior valor para o público e mais vendas a empresa;
  • Inovação de marketing: promove novas formas de divulgar a empresa, seus produtos, serviços e cultura, atraindo mais clientes e aumentando o engajamento com a marca;
  • Inovação de processos: permite a otimização das atividades internas da organização, ajudando a tornar as operações mais rápidas, práticas, além de reduzir gastos e aumentar a produtividade e resultados;
  • Inovação do modelo de negócios: uma mudança na forma em que a empresa é conduzida, como ela gera valor ao cliente, suas atividades principais e outras questões fundamentais;
  • Inovação organizacional: são mudanças na gestão e administração da empresa, inclusive no trabalho do RH e no estabelecimento de parcerias externas. 

Essa lista mostra como a inovação dentro das empresas é algo maior do que costumam imaginar, impactando todas as áreas de um negócio — do relacionamento com o cliente à gestão de pessoas e processos internos. 

Além dessas classificações, é possível dividir a inovação de acordo com o grau de seu impacto na empresa e públicos: em incremental e radical.

Inovações Incrementais e Radicais: quais são as diferenças?

Uma divisão importante ao falarmos de inovação é entre radicais e incrementais: as duas classificações oferecem características, vantagens e limitações próprias. As empresas devem conhecer e aproveitar os dois tipos em suas estratégias, transformando suas operações internas e os produtos e serviços colocados no mercado. 

Os nomes já dão pista do que significam: quanto maior for a novidade gerada pela solução, ela será algo radical; se a novidade for menor, será incremental. Fácil de entender, não? Porém esta simples definição carrega desdobramentos para as empresas que as adotam. 

Inovações Radicais

São aquelas que mudam o jogo: criam novos mercados; oferecem produtos e serviços revolucionários e quebram diversos paradigmas. Antes ninguém havia apostado — de forma global e aproveitando os recursos tecnológicos — em alugar quartos ou casas, nem usar seu próprio carro como motorista particular e cobrar valores menores do que os taxistas.

As inovações radicais são as mais famosas e impactantes no mercado. No entanto, investir neste tipo de solução não é algo fácil: elas costumam demandar maiores investimentos — tanto financeiros, de esforços, pesquisa, tecnologia e tempo —, além de apresentarem o risco de não trazerem os resultados desejados. Se fossem tão simples de serem alcançadas, o mundo corporativo e a sociedade em geral estariam irreconhecíveis a esta altura. 

Mas nem toda inovação precisa fazer um estardalhaço no mercado para gerar resultados e ser uma ótima novidade. 

Inovações Incrementais

Este é o tipo de inovação mais comum: a que busca melhorar algo já existente. Esse aprimoramento pode ser aplicado em produtos, serviços e até processos, reduzindo gastos e aumentando o valor daquilo que é ofertado ao cliente. 

A inovação incremental oferece menos riscos às empresas, tanto em relação a investimentos financeiros, quanto a resultados. Demandam menos tempo de desenvolvimento e implementação do que as radicais, justamente porque não se  propõem ou geram uma transformação tão grande. 

Apesar de receber menos atenção do que as inovações radicais, esse tipo tem um grande valor: se a empresa não desenvolveu uma novidade de mercado, ela pode se diferenciar ao apresentar a melhor solução, com novos recursos e que satisfaça mais o cliente. Assim, ela também consegue se destacar da concorrência e garantir seu espaço. 

Para facilitar, podemos dar um exemplo simples da diferença entre as duas: a criação das redes sociais foi uma inovação radical, enquanto o desenvolvimento da ferramenta de conteúdos com prazo de exibição (feito no Snapchat e copiado como Stories no Instagram, Facebook, Whatsapp, Twitter e outros) foi incremental. Enquanto uma revolucionou o mercado, a outra buscou melhorar algo já existente. 

Independentemente de seu impacto, os dois tipos de inovação tem sua importância e — se bem desenvolvidas e executadas — geram ótimos resultados para o negócio. Cabe à empresa avaliar quando investir em uma radical ou incremental, além de decidir qual área deseja impactar com novas soluções. 

Para isso é importante desenvolver uma cultura de inovação na organização, que permita liberdade de criação aos profissionais e fortaleça a qualidade de seu trabalho, pois muitas ideias saem de dentro do negócio, às vezes até de onde se menos espera. 

Isso tudo é feito com uma mudança na cultura organizacional, além do investimento em treinamentos corporativos para capacitar técnica e comportamentalmente os colaboradores. Quer saber mais como transformar o cenário na sua empresa e se abrir ao novo? Confira o artigo Utilize a criatividade e a inovação e passe longe do fracasso!