Existem diversos campos científicos que buscam compreender como a aprendizagem funciona e quais são os melhores caminhos para se melhorar o ensino — seja formal ou empresarial, voltado a crianças, jovens, adultos ou idosos. A neurociência é uma das áreas que vem ganhando destaque nos últimos anos, respondendo algumas perguntas que permeiam a cabeça de educadores, instrutores e RHs do mundo todo. 

Descubra neste artigo o que é neurociência e quais são suas contribuições para a aprendizagem!

O Que é a Neurociência?

Basicamente, a neurociência é a área que estuda o sistema nervoso e diversas questões relacionadas a ele: suas funcionalidades, estruturas, processos de desenvolvimento, fisiologia, patologias e outras mudanças que podem acontecer no decorrer da vida. 

Há séculos a ciência tenta explicar como a mente humana funciona, seja por meio de teorias e de estudos de natureza subjetiva — e que não possuem menor valor por isso. Porém, ainda sim existe um imenso campo a ser explorado, justamente porque inúmeras perguntas continuam sem respostas.

A neurociência busca sanar algumas destas dúvidas sobre a complexa esfera relacionada ao intelecto humano. Essa área de estudo específica se aprofunda em três elementos principais: o cérebro; a medula espinhal e os nervos periféricos. No entanto, esse campo é algo maior do que apenas estas partes do corpo. 

Isso porque profissionais de especialidades diferentes colaboram com os estudos da neurociência, desde biomedicina, física até linguística. Neste sentido, é possível dividir a área em algumas linhas específicas:

  • Neurofisiologia: é o estudo das funções relacionadas à diferentes áreas do sistema nervoso, como os sinais bioelétricos do cérebro;
  • Neuroanatomia: busca compreender a estrutura do sistema nervoso, central e periférico, analisando cada parte para nomeá-las e descobrir suas funções; 
  • Neuropsicologia: pesquisa as relações entre o cérebro e o comportamento e emoções das pessoas, estudando inclusive como lesões e disfunções podem afetar essa esfera;
  • Neurociência comportamental: tenta entender a ligação entre o sistema nervoso, fatores internos individuais — como emoções e pensamentos — e ações concretas, como a forma de falar e gestos de um indivíduo; 
  • Neurociência cognitiva: procura compreender a capacidade cognitiva das pessoas, estudando questões como raciocínio, memória e aprendizagem. 

Assim, é fácil entender como essa área é complexa, demandando estudos multidisciplinares, ainda mais a medida em que novas descobertas são feitas. 

Além disso, esta ciência mostra como o cérebro e sistema nervoso podem influenciar a vida das pessoas em diversos contextos, seja em sua saúde, comportamento e até mesmo capacidade de aprendizagem. 

Neste último caso, esse campo de estudos trouxe diversas contribuições.

O Impacto da Neurociência na Aprendizagem

Diversos estudos científicos geraram consequências positivas na humanidade: da criação de vacinas salvou milhões de vidas às ciências sociais que nos ajudaram a entender o contexto em que vivemos. Não seria diferente com este caso.

A neurociência vem sendo observada nas últimas décadas pelas mais distintas áreas, como saúde, marketing e negócios. No entanto, ainda mais por ter uma vertente que foca em assuntos relacionados, esse campo trouxe informações valiosas para a educação, entendendo como o cérebro e sistemas nervosos podem influenciar em questões como memória, esquecimento, inteligência, linguagem e percepção. 

É possível estudar este campo para tentar entender como é o processo de assimilação de novas informações dos indivíduos, como esses dados são processados internamente e como um aprendizado converte-se em conhecimento para o resto da vida. 

Percebe como estas questões podem influenciar a maneira com que enxergamos os processos educacionais, até com a possibilidade de transformá-los completamente? Ao entender como a aprendizagem ocorre é possível pensar em estratégias que sejam mais efetivas para melhorar a assimilação de informação das pessoas. 

Tudo isso com respaldo da ciência — ou seja, em estudos sérios e que podem ser replicados diversas vezes que trarão os mesmos resultados. 

As respostas geradas pela neurociência podem ajudar a melhorar o aprendizado de diferentes públicos e nos mais variados contextos, de crianças, jovens, adultos e idosos, no ensino formal ao empresarial. 

Uma das ideias que se propagaram no meio é a importância de se aliar estímulos positivos nos estudos — se uma informação é associada com alegria e diversão, por exemplo, será mais fácil lembrá-la mais tarde. Esse princípio é bastante adotado em estratégias como a gamificação, que oferecem uma experiência dinâmica de aprendizagem. 

Outro é que as pessoas podem aprender com estímulos diferentes: um indivíduo pode assimilar melhor as informações com conteúdos textuais, enquanto outro tem melhores resultados com metodologias mais ativas — é importante que os estudantes e profissionais envolvidos conheçam qual recurso é mais efetivo em seus contextos. 

Também é possível usar esse campo para entender se fatores externos influenciam nos processos de aprendizagem, como a qualidade do sono e da alimentação. Desta forma, pode-se adotar hábitos que colaborem para a saúde do sistema nervoso e ajudem a melhorar a assimilação de informações. 

Estes são apenas alguns exemplos do impacto desse campo de estudos. A neurociência traz várias pistas que podem ajudar a humanidade a entender sua própria natureza e, desta forma, melhorar sua realidade em diversos aspectos, como fortalecendo sua aprendizagem e tendo mais resultados na vida acadêmica, profissional e social. 

Conclusão

Os avanços científicos têm muito a contribuir para nossas vidas, dos cuidados com a saúde ao aprimoramento em contextos como trabalho e aprendizagem. Nesse sentido, a neurociência vem ganhando destaque nas últimas décadas ao pensar na área de forma multidisciplinar e por ser possível sua adoção em várias realidades. 

Na educação esse campo conseguiu dar luz à algumas considerações pertinentes — como  a importância dos cuidados com a saúde física para a aprendizagem ou de estímulos positivos —, ajudando a humanidade a entender melhor como funciona este processo tão fundamental em nossa sociedade. 

Mas, é preciso se atentar a uma questão — a neurociência explica como os processos acontecem: cabe a outras áreas desenvolver metodologias que possam levar em consideração essas informações para melhorar a aprendizagem das pessoas, independentemente da sua faixa etária e contexto.  

Existem algumas metodologias que consideram os estudos da neurociência e outras áreas importantes para desenvolver suas atividades: e a gamificação é uma delas. Essa estratégia usa elementos comuns aos jogos para motivar as pessoas, em diferentes idades e contextos de aprendizagem, a estudar. 

Quer saber mais como essa metodologia pode beneficiar os processos educacionais de sua instituição de ensino e empresa? Conheça a Gamificação — uma tendência na área da aprendizagem!