O modelo home office vem ganhando cada vez mais espaço nas empresas. Essa opção permite diversos benefícios para os funcionários e organizações, como maior flexibilização das rotinas e redução de custos. Porém, uma questão que ainda precisa ser destacada é a relação entre o trabalho remoto e saúde mental.

A mudança no modelo de serviço acaba impactando profundamente a rotina e vida de qualquer indivíduo. Neste artigo vamos mostrar os benefícios e desafios para a saúde mental de quem faz trabalho remoto, além de algumas dicas para manter o equilíbrio pessoal e profissional nessa balança. 

A Adesão ao Trabalho Remoto nas Empresas

Os avanços tecnológicos trouxeram uma série de possibilidades e benefícios às organizações: estratégias como a transformação digital permitiram a otimização das atividades, modernização dos processos e uma experiência mais inovadora com diversos públicos.

E uma das novidades que a tecnologia possibilitou foi o trabalho remoto, também conhecido como home office. Dependendo da função exercida, o colaborador ou profissional contratado pode realizar suas atividades fora do ambiente físico da empresa — seja em sua própria casa, coworking ou até mesmo viajando pelo mundo. Com os dispositivos certos, uma boa conexão de internet e grande senso de responsabilidade, não existem limites temporais ou geográficos para esta modalidade de serviço.

Muitas organizações vêm adotando o home office em sua realidade, seja por vontade ou necessidade. A pesquisa realizada pela consultoria Cushman & Wakefield, divulgada pela Exame, mostra que 73,8% das empresas desejam aplicar de forma definitiva este modelo de trabalho no Brasil após a pandemia da covid-19. Entre as entrevistadas, 42,6% nunca tinham aderido ao formato antes do isolamento e 23,8% apenas analisavam implementar a prática. 

Esses números apontam como, mesmo em uma situação emergencial, o home office pode ser bastante positivo para as empresas, ainda mais quando se faz uma boa gestão das equipes remotas. No entanto, como fica a situação dos profissionais?

Trabalho Remoto e Saúde Mental

A mudança nas rotinas de trabalho pode gerar impactos significativos na vida profissional e pessoal dos colaboradores e prestadores de serviço. Algumas dessas transformações podem ser bastante positivas:

  • A redução do estresse com o deslocamento até o local de trabalho, que normalmente há engarrafamentos, preocupações com estacionamento e lotação dos meios de transporte público;
  • Otimização do tempo do profissional, por não incluir este período de deslocamento na sua rotina;
  • Possibilidade de flexibilizar os horários para realizar outras atividades importantes, como fazer cursos, cuidar de terceiros (como filhos, idosos e outros dependentes) e outras situações.

Desta forma, o profissional que atua em home office tem a possibilidade de adequar sua rotina de trabalho às suas necessidades pessoais, reservando tempo para questões particulares e evitando o desgaste de deslocamento até o prédio físico da empresa. 

No entanto, nem tudo são flores: sem os devidos cuidados, essa relação entre home office e saúde mental pode se tornar negativa.

Um dos problemas mais comuns no trabalho remoto é a sensação de solidão. Por não ter mais a rotina de se encontrar com os colegas, chefes e outras pessoas em seu dia a dia, muitos acabam reduzindo o contato presencial na correria, gerando este sentimento de isolamento. 

Outra dificuldade tradicional neste modelo de trabalho é a de estabelecer uma rotina. O ambiente doméstico é um prato cheio para distrações: cuidados com a casa, dependentes, momentos de lazer… A falta de horários acaba prejudicando a produtividade e o próprio descanso, pois é necessário passar mais tempo trabalhando para compensar o tempo mal administrado.

E esta situação, consequentemente, gera mais um problema: a sobrecarga. Por ter que se dividir entre as atividades profissionais — sem controle de rotina — e os afazeres pessoais, a sensação de cansaço no fim do dia pode se acentuar, podendo contribuir para uma grande complicação, a síndrome de burnout. 

Assim, se não realizado com organização e bom senso, a adoção do trabalho remoto pode gerar ou agravar problemas na saúde mental dos profissionais. No entanto, existem algumas dicas que podem ajudar o trabalhador a ter uma rotina mais saudável e aproveitar verdadeiramente os benefícios deste modelo de serviço. 

Como Alinhar o Trabalho Remoto e Saúde Mental

Todo início tem os seus desafios e não é diferente quando se muda o modelo de trabalho: muitas pessoas têm dificuldades quando começam a atuar em home office, justamente por não estarem acostumadas às suas características. Afinal, esta modalidade exige maior responsabilidade e organização para dar conta de todas as demandas. 

Porém, existem algumas dicas práticas para tornar essa transição mais tranquila e aproveitar as vantagens do trabalho remoto sem prejudicar sua saúde mental. 

1- Organize sua rotina

Não importa se o profissional está na empresa ou em casa, é necessário criar e manter uma rotina de trabalho para ser produtivo e não acabar se sobrecarregando de demandas. Isso significa separar os momentos de atividades profissionais, das domésticas e extras do indivíduo, sem deixar uma se sobrepor a outra: não faxinando a cozinha inteira em vez de trabalhar, por exemplo. 

Esse cuidado ajudará a organizar suas tarefas e realizá-las no tempo correto, sem ter que fazer “hora extra” para compensar.

2- Adote métodos de produtividade

Os profissionais podem usar alguns “hacks” para otimizar seu tempo e esforços, fazendo mais em menos. Existem ferramentas de produtividade de diversos tipos que podem ser adotadas nos mais variados contextos para ajudar nessa gestão de demandas

3- Saiba lidar com a cobrança

Uma situação que ocorre frequentemente no trabalho remoto e que pode prejudicar a saúde mental dos profissionais é o excesso de cobrança. Seja de terceiros ou de si, a pressão é capaz de reduzir a produtividade e confiança de qualquer um, impactando negativamente o serviço e resultados para a empresa.

4- Ter tempo para lazer e socialização

Não se pode esquecer que uma das vantagens do trabalho remoto é ter mais tempo para si e para quem ou o que lhe interessa. Para ser produtivo, ter qualidade no serviço e não descuidar da saúde mental, é fundamental também se dedicar a atividades prazerosas e ter contato com outras pessoas para evitar a sensação de solidão — ainda com indivíduos que não fazem parte do seu campo profissional.

Todas essas dicas irão ajudar no desenvolvimento de uma rotina saudável, tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. 

Porém, o home office faz parte de um movimento ainda maior, que vem transformando as relações de trabalho. Conheça a Gig Economy e as suas vantagens para trabalhadores e empresas!