A tecnologia revolucionou a sociedade de forma irreversível. Da maneira com que socializamos a até como compramos, os avanços tecnológicos foram transformando diversas áreas da vida das pessoas, inclusive seus empregos. Nesse sentido, tanto as empresas quanto os profissionais se perguntam: qual será o futuro do trabalho?

Nesse artigo, vamos explicar quais são as tendências que irão transformar as relações empregatícias, o comportamento dos profissionais e as demandas das empresas, impactando assim o futuro do trabalho.

Futuro do Trabalho: as principais influências

O mundo, como nós o conhecemos hoje, está drasticamente mudando. Há dez anos atrás, você imaginava que os aplicativos de mobilidade, streaming e redes sociais estariam tão difundidos na sociedade? A tecnologia trouxe impactos inimagináveis na vida das pessoas, transformando seus hábitos de consumo, socialização, alimentação e até mesmo sua situação no trabalho.

Os avanços tecnológicos estão cada vez mais se integrando às empresas, ainda mais quando levamos em consideração conceitos como a transformação digital — em que a tecnologia não é apenas uma ferramenta, e sim a protagonista do progresso nas organizações. Esse movimento irá impactar profundamente a forma com que enxergamos o trabalho e as relações empregatícias, quebrando paradigmas e ampliando as possibilidades.

Baseando-se no panorama atual, já é possível prever algumas dessas transformações. 

Tendências no Futuro do Trabalho

Diversas consultorias e especialistas tentam entender quais serão essas mudanças que ocorrerão no mercado de trabalho nos próximos anos. Eles apontam algumas tendências: 

Automação

A tecnologia está cada vez mais presente nas empresas. Mas essa adesão não significa apenas adquirir computadores e máquinas mais modernas para a produção. Ainda mais no caso das organizações que aderirem à transformação digital, as inovações serão implementadas em diversos níveis e processos.

Uma empresa pode automatizar diversas operações — como controle financeiro, estoque e compras — para torná-las mais ágeis e práticas, além de reduzir o risco de erros. A digitalização, especialmente de documentos é uma tendência que está até mesmo ganhando os órgãos governamentais, diminuindo o custo com papelada e armazenamento.

Até mesmo o contato com o cliente está sendo impactado pela automatização. É possível utilizar essa tecnologia no telemarketing, para organizar as demandas e distribuí-las melhor entre os atendentes, e também nos processos de marketing digital (como chatbots, disparos de e-mail e mensagens). Assim, otimiza-se as operações e reduz-se uma série de custos.

A adoção da tecnologia de tal forma implica em uma grande mudança nas relações empregatícias, pois algumas tarefas poderão ser substituídas pelas máquinas. Mas (como veremos a frente) isso não significa o fim dos empregos.

Flexibilidade

Outra tendência que se destaca para os próximos anos é o aumento da flexibilidade nas relações de trabalho. A tecnologia está contribuindo para o surgimento de novas formas de se executar as tarefas profissionais, possibilitando modalidades como o home office — ou teletrabalho, segundo o texto da Reforma Trabalhista.

Não seguir mais rigidamente o modelo 8 horas por dia, 5 dias por semana, faz parte dessa questão. Inovações como o job sharing e até mesmo a contratação por demanda permitem com que os profissionais tenham tempo livre no horário comercial, adaptando sua rotina para trabalharem nos momentos que lhe forem mais vantajosos. 

Essas duas combinações possibilitaram com que os profissionais atuem de onde estiverem, no horário que quiserem, não estando mais presos a um local e tempo fixos. Nesse sentido, as empresa podem contar com trabalhadores que sofrem menos desgaste com deslocamento e com a rigidez do modelo tradicional.  

Outra “flexibilização” que já está acontecendo é a de empresa. Enquanto as gerações anteriores tinham o interesse em construir sua carreira inteira em uma mesma organização, os mais jovens buscam experiências diversas, trocando de emprego com maior facilidade. Essa questão pode se apresentar como um desafio ao RH, justamente porque uma alta rotatividade de pessoal é prejudicial à gestão.

Por isso, no futuro do trabalho, as empresas deverão investir mais em estratégias para reter os talentos, evitando sua saída para a concorrência.

Investimento na Qualificação

Nesse cenário de avanços tecnológicos e mudanças no comportamento profissional, investir na qualificação dos colaboradores será uma estratégia essencial. O mercado está se tornando cada vez mais competitivo e, para não deixar seu negócio ficar para trás, os funcionários deverão estar atentos às novidades, boas práticas e oportunidades de suas áreas de atuação.

Além disso, os colaboradores deverão ser capacitados para lidar com as soluções tecnológicas adotadas na empresa, sabendo usar todo o seu potencial. Assim, o investimento feito nas tecnologias não será desperdiçado e a equipe se adaptará melhor às inovações.

Para resolver essa situação, a empresa deve investir em treinamentos e ações de desenvolvimento de pessoas, qualificando seus funcionários em questões técnicas e também comportamentais. Essa estratégia deve fazer parte da rotina da empresa, trazendo conhecimentos atualizados aos colaboradores e motivando constantemente o seu aprimoramento.

Assim, os treinamentos irão ajudar a melhorar a qualidade do trabalho da equipe e a dar vantagem competitiva à organização. 

Novas Habilidades

Essa qualificação também deve ser voltada a desenvolver novas habilidades nos colaboradores — competências que serão fundamentais no futuro do trabalho. 

Com os avanços tecnológicos e a automação dos processos, será necessário mudar a maneira com que os humanos irão atuar dentro das empresas: como as máquinas irão assumir as tarefas mais operacionais, os profissionais deverão estar preparados para fazer o trabalho mais estratégico.

Essa transformação vai obrigar as pessoas e empresas a investir na capacitação para essas habilidades do futuro, que são competências que não podem ser substituídas pela tecnologia — como liderança, empatia e pensamento crítico. Elas serão fundamentais para a atuação dos profissionais e desempenho das organizações nesse novo cenário tecnológico. 

Por isso as ações de treinamento e desenvolvimento serão importantes já no presente das empresas, preparando os colabores para usar a tecnologia a seu favor e a serem qualificados para atuarem nesse futuro do trabalho.

As empresas que começarem desde já a investir nessas tendências irão sair na frente, garantindo seu espaço no cenário de transformações e incertezas. E uma das melhores formas de começar a adotar os treinamentos para esta finalidade é utilizando metodologias tecnológicas como o EAD e a Gamificação. 
Descubra quais e como são essas ferramentas no artigo As tecnologias de treinamento que estão mudando o mercado!