Existem etapas que nenhuma empresa pode deixar de cumprir, seja antes de abrir o CNPJ ou mesmo após décadas de mercado. Porém, nem sempre os empreendedores e gestores sabem como aplicá-las corretamente, não aproveitando verdadeiramente os benefícios das ferramentas. Entre tantas operações, muitos ainda tem dúvidas em como fazer um planejamento estratégico.

Neste artigo vamos mostrar a importância e como fazer um planejamento estratégico eficiente para seu negócio, te ajudando a ganhar espaço no mercado e a manter sua organização no azul!

Planejamento Estratégico: o que é e a importância desse processo

Muitos negócios no Brasil surgem mais por necessidade do que após a maturação de um planejamento. Não é à toa que um alto número de empresas no país fecham logo nos primeiros anos, não conseguindo encontrar espaço no mercado e se sustentar à longo prazo. 

Mesmo sobrevivendo, muitas organizações acabam não explorando seu potencial por falta desse planejamento, mantendo-se razoavelmente no azul ou vivendo no limite de seu faturamento. 

Todos esses problemas impedem os negócios de crescer, gerar mais empregos e investir em estratégias mais elaboradas que irão beneficiá-los no futuro. Imagine caminhar em um labirinto, no escuro, e sem ter qualquer vela ou lanterna para iluminar seus passos: assim é montar uma empresa sem ter um planejamento estratégico.

Essa importante ferramenta de gestão ajuda os empreendedores a entenderem onde está o seu negócio, aonde se quer chegar e como fazer para alcançar esse objetivo. Isso é feito por meio de diversos estudos, buscando analisar o público-alvo, o ambiente interno e externo, fazer a definição de metas e o acompanhamento contínuo dos resultados. 

O planejamento estratégico não é algo escrito na pedra, inalterável. Pelo contrário, ele pode ser alterado e atualizado de acordo com as oportunidades e mudanças no mercado, afinal, a empresa que não está atenta às inovações e transformações em sua área acaba fadada a ficar para trás. 

Tanto para abrir um negócio ou para as empresas que já tem décadas de funcionamento é fundamental montar um planejamento estratégico para saber quais passos dar para não apenas sobreviver, mas vencer no mercado. 

Como Fazer um Planejamento Estratégico?

Por mais conhecido que seja no ramo da administração, nem todos os empreendedores sabem como fazer um planejamento estratégico na prática. Independentemente se a empresa ainda será aberta ou se existe há anos, é importante que este estudo contemple alguns pontos:

1- Pesquisa do público-alvo

Antes de entrar em um mercado, toda empresa precisa conhecer bem o seu público-alvo, justamente para oferecer produtos e serviços que vendam, além de montar ações de marketing e atendimento que despertem o interesse dos clientes e satisfaçam as necessidades. 

Sem saber para quem vender o negócio pode acabar atirando para todos os lados (e não acertando nada). É importante mirar em um público específico, direcionando seus esforços para conquistá-lo e fidelizá-lo. Descubra sua faixa etária, situação socioeconômica, “dores”, hábitos de consumo, desejos e outros aspectos que influenciem suas decisões de compra.  

2- Identidade da organização

Uma das primeiras ações a se fazer antes de abrir uma empresa é definir seus princípios fundamentais, como a missão, visão e valores. Por que sua organização está no mundo? Onde ela deseja chegar? Quais são as qualidades que pautam suas ações e estratégias?

É importante estabelecer essas questões, além de desenvolver a cultura organizacional, para ter um norte sobre a identidade da empresa — que será importante para o engajamento dos colaboradores e clientes. 

3- Análise do ambiente externo e interno 

O planejamento estratégico precisa contemplar os estudos sobre a situação interna da empresa e do ambiente ao seu redor. Tanto fatores intrínsecos quanto exteriores influenciam no sucesso (ou não) de um negócio — e o empreendedor precisa conhecê-los bem antes de se lançar no desafio que é abrir e manter um CNPJ. 

Uma ferramenta eficiente para realizar esse estudo é a Matriz F.O.F.A (ou S.W.O.T, em inglês). São 4 pontos analisados, pensando nos fatores interiores e exteriores: 

Ambiente Interno

  • Forças (Strenghts)

Deve-se listar todos os pontos fortes da empresa, de sua solução e as vantagens que se tem em relação à concorrência. No que o seu negócio, produto ou serviço se destacam? O que o cliente não encontrará nos concorrentes, mas sim em sua organização? 

  • Fraquezas (Weaknesses) 

Agora é oposto. Analise, honesta e friamente, quais são as fraquezas da sua empresa — equipamentos, capacitação dos colaboradores, processos —, produtos, serviços, atendimento, entre outros elementos. O que a concorrência faz que é melhor e mais interessante ao cliente?  

Ambiente externo

  • Oportunidades (Opportunities)

Pensando nos fatores externos, procure identificar as oportunidades de negócio presentes no mercado. Quais são as situações que a concorrência não está explorando e sua empresa pode abocanhar para ganhar espaço? Essa questão abarca desde o lançamento de produtos e serviços inovadoras até descobrir vantagens de crédito e políticas públicas, que beneficiem sua organização.

  • Ameaças (Threats)

O contrário do anterior: o que pode ameaçar o seu negócio? Uma mudança legislativa? Aumento dos preços das matérias-primas e insumos? A entrada de um concorrente? Deve-se descobrir todos os fatores que podem desestabilizar sua empresa e processos. 

Esse estudo é longo e deve ser revisto frequentemente, considerando mudanças no mercado e nas políticas que influenciam a atuação da empresa. 

4- Definição das metas

Após tantos estudos, é a hora de planejar as ações — e isso passa pela definição dos objetivos estratégicos e metas da organização.

Uma ferramenta eficaz nessa etapa é a Metas S.M.A.R.T: um método que ajuda na definição dos objetivos da empresa, setores e profissionais. Nessa metodologia, deve-se definir algo como meta tudo aquilo que seja:

S — Specific / Específico

M — Measurable / Mensurável

A — Attainable / Alcançável

R — Relevant / Relevante

T — Time Based / Temporal

5- Definição das métricas

Além de realizar todos estes estudos e estipular metas, é fundamental definir formas de controle para saber se as ações estão dando resultados ou não. É possível definir métricas e indicadores em todos os setores, da produção ao RH — avaliando questões importantes como o índice de rotatividade e absenteísmo, por exemplo.

Tudo isso é feito para descobrir o que está dando certo e ou que não está atingindo as expectativas, montando estratégias para resolver os problemas.  

Seguindo essas etapas é possível fazer um planejamento estratégico e iluminar o caminho da sua empresa, dando os passos certos para o sucesso. Quer mais dicas de gestão? Confira nossos artigos sobre negócios e melhore o desempenho da sua organização