O EAD no Brasil é um caso de sucesso. Esse modelo de ensino vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro, abrindo um mundo de possibilidades para diversos públicos: desde para os estudantes, instituições de ensino a empresas. 

Saiba nesse artigo como o EAD vem conquistando o mercado no Brasil e quais são suas vantagens em comparação ao modelo presencial. 

EAD no Brasil

Nem mesmo os maiores entusiastas poderiam prever o sucesso do EAD no Brasil. Tecnicamente falando, as primeiras formas de ensino a distância no mundo começaram por meio de correspondências antes mesmo de 1900 e, no país, até mesmo a Marinha lançou um curso nessa modalidade em 1939. Com os avanços tecnológicos, o rádio e a televisão também foram adotados como canais para o ensino a distância, acompanhando o aumento do acesso a estes veículos. E não foi diferente com a popularização da internet e desenvolvimento de novas plataformas digitais.

O EAD, como conhecemos hoje, está cada vez mais próximo da vida dos brasileiros. Uma reportagem da revista Veja, com dados do Inep/MEC e Hoper Educação, mostra um panorama dessa área: 1,5 milhão de estudantes foram matriculados na modalidade em 2016, apenas considerando a graduação, contra 60 mil alunos em 2004 – de 2015 a 2016 o número de novos ingressos cresceu 21,4%.

Mas esse crescimento não ocorreu somente na graduação. O Censo EAD.BR 2017 da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), último estudo da entidade, aponta que aumentou o número de cursos regulamentados totalmente a distância na maioria dos níveis acadêmicos – considerando desde ensino fundamental ao doutorado – entre 2015 a 2017. O mesmo aconteceu com o modelo semipresencial e cursos livres não corporativos. No caso dos corporativos, especialmente no treinamento operacional e atualização houve essa expansão.

Isso demonstra como o EAD está ganhando espaço no mercado brasileiro a cada ano. Mas, o que faz esse modelo se expandir diante do hegemônico ensino presencial?

Ensino a Distância x Ensino Presencial

O modelo de ensino presencial é predominante em diversas sociedades e vem sendo adotado durante séculos. Isso não é à toa: esta modalidade tem suas vantagens e méritos. Colocar os estudantes e professores/instrutores cara a cara tem seus efeitos benéficos, afinal, o ser humano é um ser social, que precisa de contato com outros de sua espécie. A troca de ideias nessa situação é bastante comum, ajudando a fortalecer e melhorar o conhecimento de todos. 

No entanto, por melhor que seja, toda metodologia tem suas lacunas. E não seria diferente neste caso: o modelo de ensino presencial tem suas limitações ao depender completamente de horários fixos e um espaço físico para funcionar. Não é possível uma aula acontecer sem ter um local ou uma data de encontro. Esta condição inerente acaba afastando vários estudantes – de diversas idades – do aprendizado por terem dificuldades de tempo, deslocamento ou até falta de recursos financeiros. É um desafio participar todas as noites da aula para quem trabalha o dia inteiro, ou então fazer um curso em Harvard ou em Oxford alguém que não tem condições de viajar até os Estados Unidos ou Inglaterra. 

Outra lacuna importante de se considerar é como os recursos multimídia são tradicionalmente pouco utilizados no ensino presencial. Mesmo com tecnologias como televisores, rádios e projetores, em muitos lugares essas ferramentas são usadas uma vez ou outra, valorizando mais o conteúdo textual, disponível nos livros e apostilas, e no conhecimento oral do professor/instrutor. Esta situação pode ser uma barreira para o aprendizado de pessoas que assimilam melhor os conhecimentos com estímulos diferentes, como vídeos, áudio e modelos ativos. 

É apenas recentemente que as escolas, por exemplo, estão encarando os dispositivos mobile – celulares e tablets – como parceiros da educação, e não inimigos. Essa hesitação em adotar a tecnologia na sala de aula acaba gerando uma lacuna entre os hábitos dos estudantes e os processos de ensino-aprendizagem. Se o educando pode encontrar informações educacionais na palma de sua mão, por que não usar isso em seu favor?

Porém, com o avanço da tecnologia e o aumento de estímulos que somos expostos a cada dia, estudos indicam que a capacidade de concentração das pessoas está diminuindo com o passar do tempo. Desta forma, atividades como o estudo podem ter menos engajamento do que despertavam décadas atrás. 

Isso significa que os profissionais de educação – seja nas instituições de ensino ou em empresas – precisam adotar metodologias que prendam a atenção dos estudantes e motivem sua aprendizagem. E o EAD pode ser uma dessas soluções. 

O EAD permite um modelo de educação mais flexível, onde o estudante pode acessar os conteúdos a qualquer hora do dia e em qualquer lugar: pode ser no ônibus; no momento de intervalo/almoço; antes de dormir… sempre quando lhe for conveniente e respeitando o seu ritmo de aprendizagem. 

Isso ajuda os estudantes ao tornar o ensino mais acessível: por meio dos MOOCs – uma modalidade do EAD – é possível assistir até mesmo aulas com professores de Harvard e Oxford e ainda usando o próprio celular!

Além dos alunos, o uso do EAD pode ser um grande aliado das instituições de ensino e empresas ao reduzir custos tradicionais do modelo presencial, como aluguel/compra/manutenção de um espaço físico e deslocamento dos estudantes/professores/instrutores. 

As plataformas ainda costumam oferecer relatórios detalhados com o desempenho dos educandos, ajudando o RH ou equipe pedagógica a saberem como anda o aprendizado de cada colaborador/aluno, quais pontos das aulas precisam ser melhorados e quais conhecimentos estão sendo bem assimilados.   

Outro benefício dessa ferramenta é que ela possibilita o uso de recursos multimídia e outros formatos – como videoaulas, áudios, infográficos e gamificação. Isso enriquece o aprendizado do estudante, fortalecendo a fixação do conhecimento e tornando o estudo mais dinâmico ao aproveitar outros materiais, além dos textuais. 

O EAD é uma metodologia flexível, que pode fortalecer o ensino presencial e até mesmo ser combinada com outras estratégias para tornar o aprendizado uma experiência mais engajadora. Uma ferramenta que combina bem é a gamificação, que alia elementos de jogos com objetivos concretos na vida das pessoas, como estudar. 

Descubra os benefícios de se unir essas duas metodologias inovadoras e eficazes com o nosso artigo Gamificação e Educação a Distância, o casamento perfeito!