Segundo algumas teorias,
existem perfis de pessoas que respondem melhor a determinados tipos de
estímulos do que a outros. Isso significa que a maneira com que uma informação
é mostrada ou transmitida pode fazer a diferença na assimilação ou não do
conteúdo. Neste sentido, empresas e instituições de ensino devem conhecer os
estilos de aprendizagem para tornar suas metodologias de aula e de treinamento
mais eficientes e, assim, atingirem o resultado desejado. 

Teorias dos estilos de aprendizagem 

Ao longo da vida, as
pessoas estão em constante processo de aprendizado – seja na escola e na
universidade, conhecendo a parte teórica de diversos assuntos; no trabalho,
dominando técnicas e saberes da área; ou na sociedade, desenvolvendo
competências interpessoais e habilidades sociais. No entanto, dependendo do
indivíduo, algumas informações são mais fáceis de serem assimiladas, enquanto
outras podem se tornar um verdadeiro desafio a ser superado. 

Vários estudos
apontam que a aprendizagem é um processo único e individual, sendo que cada
pessoa tem o seu jeito específico de aprender. Isso pode variar de perfil,
faixa etária e até mesmo contexto da pessoa, como no caso do modelo 70/20/10. Neste sentido, alguns autores desenvolveram
teorias para ajudar tanto os indivíduos quanto as instituições de ensino a
tornar as metodologias de ensino mais eficientes e facilitar o aprendizado. 

Neste artigo, vamos
explicar duas teorias de estilos de aprendizado – a VARK e a Kolb.
Ao entender os pontos centrais destas ideias, é possível adaptar suas
considerações tanto nos RHs de empresas para o treinamento corporativo ou integração de novos funcionários, quanto a professores e outros
profissionais da educação para serem desenvolvidas nas salas de aula. 

Teoria Visual, Auditivo, Leitura/Escrita e Cinestésico – VARK 

Esta ideia é uma das
mais conhecidas na área e a o conceito original surgiu dos estudos de Neil
Fleming e Charles Bonwell. Basicamente, divide-se os estilos de aprendizagem em
4 grupos: 

Visual  

Este perfil de
estudante tem maior facilidade de aprendizado com estímulos visuais: gráficos,
tabelas, mapas mentais, listas – todos estes formatos ajudam a assimilação dos
conteúdos para os indivíduos que se encaixam nesta categoria. Além da
aprendizagem, estas pessoas costumam também se comunicar melhor de forma
gráfica, fazendo desenhos e mapas para transmitir suas ideias. 

Auditivo 

Ouvir aulas expositivas,
palestras, podcasts, músicas e conversas é o que se encaixa no estilo de
aprendizagem deste perfil. Além de escutar, fazer leitura em voz alta e
participar de debates também é uma maneira de fixar os conteúdos estudados. As
pessoas desta categoria costumam falar, perguntar e repetir informações para
memorizá-las, expondo suas ideias antes mesmo de passá-las por maiores
reflexões internas. 

Leitura e Escrita 

Alguns autores
incluem esta categoria no estilo visual, porém outros acreditam que essa
modalidade se diferencia por ser mais específica com os conteúdos escritos.
Este perfil tem maior facilidade na leitura e em transmitir suas ideias em
redações, optando por estudar com livros, artigos, dicionários, textos online,
listas, além de sempre anotarem palavra por palavra as informações das aulas
expositivas. 

Cinestésico 

Este perfil tem
facilidade de aprender com a prática, por isso estímulos externos são essenciais
para que os conteúdos sejam fixados. Atividades concretas, como simulações,
demonstrações, dinâmicas e métodos lúdicos como a gamificação são estratégias preferenciais para estes
indivíduos, que tendem a valorizar mais suas experiências próprias. 

Observação: apesar desta divisão, esta teoria
também considera que existem pessoas multimodais: que adaptam sua capacidade de
acordo com o estilo de aprendizagem oferecido. 

Teoria Kolb 

Desenvolvida pelo
professor David Kolb em 1984, este conceito parte da ideia de que os adultos
possuem diferentes estilos de aprendizagem, influenciados pela maneira com que
o indivíduo percebe e processa a realidade. Também é dividida em 4 grupos: 

Adaptadores ou acomodadores 

São pessoas que
preferem aprender com atividades práticas e experiências, em vez de teorias e
manuais. Este perfil forma seu aprendizado por meio da tentativa e erro, e
utiliza mais a intuição do que o lado lógico. No sentido comportamental, estes
profissionais costumam assumir riscos, tomar iniciativa e por a “mão na massa”.
Em uma empresa é possível ver estes indivíduos na área de vendas, por exemplo. 

Assimiladores 

É o perfil que
prefere trabalhar mais com teorias e não tanto com o lado prático. Estes
indivíduos têm afinidade por ideias abstratas, números e por combinar
observação e pensamento. Não são muito sociáveis e gostam de ter tempo para
analisar e refletir. Geralmente esses profissionais assumem carreiras científicas
ou na área de pesquisa e planejamento estratégico em empresas. 

Divergentes 

Esta categoria é
formada por pessoas com forte criatividade e imaginação, trazendo sempre novas
ideias e visões sobre a mesma questão. Geralmente as pessoas deste perfil são
empáticas e emocionais, preferindo trabalhar em grupo, e gostam de aprender com
sensações e observações. Os profissionais com estas características podem
seguir carreiras artísticas ou funções criativas dentro das empresas. 

Convergentes 

Estas pessoas têm
maior facilidade com a aplicação prática das ideias, tomada de decisões e
resolução de problemas – no entanto, podem se perder quando há muitas opções
para resolver determinada situação. Este perfil aprende melhor com a reflexão e
ação, e geralmente assume tarefas técnicas. Nas empresas, podem ser vistos no
setor de engenharia, por exemplo. 

Como trabalhar com diferentes estilos de aprendizagem? 

Seja na sala de aula
ou no treinamento corporativo, lidar com diferentes perfis é sempre uma tarefa
desafiadora. Os educadores e instrutores podem buscar conhecer melhor o
público-alvo primeiramente, avaliando quais características comportamentais são
encontradas nos grupos. 

Uma dica nesse
sentido é aplicar questionários com as equipes e classes, analisando os dados
para identificar os diferentes perfis. Isso pode ajudar também no dia a dia da
escola e da empresa, pensando quais tarefas serão melhores para a produção e
educação do público-alvo, como delegar tarefas mais estratégicas para indivíduos
com perfil assimilador ou usar mais elementos gráficos para alunos mais
visuais. 

Também é possível
planejar as aulas e treinamentos de forma a variar os estímulos, seja
valorizando experiências práticas, pesquisa, debates ou outros modelos.
Pensando nisso, a tecnologia pode ser uma grande aliada dos educadores e
instrutores, pois traz diversos recursos multimídia para a criação e acesso aos
conteúdos. Considerando métodos ainda mais inovadores, a gamificação possibilita englobar estímulos diferentes, como
imagens, textos, sons, ideias abstratas e situações práticas para ajudar os
usuários a assimilar com maior facilidade os conteúdos mais densos. 

Além disso, a
gamificação utiliza elementos dos jogos para tornar experiências como
aprendizado escolar, treinamento corporativo e integração de novos funcionários
em atividades mais engajadoras e, desta forma, mais eficientes. 

Quer saber mais como
a gamificação pode ser uma aliada do seu RH ou setor pedagógico? Converse
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