A gamificação é uma estratégia que vem ganhando espaço nas mais diversas organizações – como empresas e instituições de ensino -, aliando o estilo lúdico a realização de tarefas com objetivos concretos. Essa metodologia está trazendo resultados positivos em diversos processos, porém, é preciso conhecer os principais modelos e suas vantagens antes de adotá-la.

Descubra agora os dois principais tipos de gamificação, suas características e a comparação entre os modelos, para implementar o mais adequado à necessidade da sua empresa ou instituição de ensino. Vamos lá?

O que é realmente Gamificação?

De forma resumida, gamificação é utilizar elementos de jogos em contextos que não se resumem a entretenimento. Recursos como storytelling, pontuação e recompensas são adotados para transformar tarefas que poderiam ser penosas em ações dinâmicas, engajadoras e eficientes.

Enquanto o jogo é uma atividade com finalidade apenas lúdica e social, a gamificação tem como objetivo trazer resultados concretos. O lado divertido das atividades apenas é usado como incentivo a realização de determinadas tarefas, especialmente aquelas que tem pouco engajamento dos participantes, pois os games têm elementos que naturalmente despertam nossa motivação.

Esse método está sendo empregado mundialmente em diversos setores – como saúde, segurança, marketing, educação e até mesmo no ambiente corporativo -, pois sua dinâmica é acessível e engajadora a diferentes grupos de pessoas, independentemente da faixa etária, gênero, escolaridade e outras segmentações.

Nas instituições de ensino, a gamificação pode ser adotada para potencializar a aprendizagem dos estudantes, pois além de motivá-los a estudar, o fator entretenimento ajuda os alunos a fixarem melhor os conhecimentos adquiridos. Tudo o que é associado com estímulos positivos é mais fácil de ser lembrado, por isso esse método auxilia no fortalecimento dos aprendizados e na sua aplicação no dia a dia.  

Já nas empresas, essa estratégia pode ser incorporada a diversos processos, como treinamento corporativo, recrutamento, onboarding de novos funcionários, comunicação interna e até mesmo na realização das tarefas cotidianas. A gamificação ajuda a transformar todas essas operações em atividades mais amigáveis e, assim, aumentar o engajamento, produtividade e eficiência de cada ação.

Entretanto, a gamificação é uma metodologia flexível e seus projetos são personalizados especialmente para atender às necessidades de quem deseja implementá-la. Por isso, não existe apenas um modelo a ser seguido.

Tipos de Gamificação

Existem dois modelos principais de gamificação que podem ser adotados nos mais diferentes contextos. Vamos conhecê-los?

Gamificação Analógica

Baralhos, tabuleiros… as pessoas que nasceram antes do boom da internet se lembram bem de como essas atividades são divertidas. Assim como são empregadas apenas para entreter, o estilo analógico também se faz presente na gamificação.

É possível criar atividades utilizando cartas, tabuleiros ou dinâmicas presenciais para obter resultados concretos, assim como está na natureza de toda gamificação. Não é apenas uma ação de entretenimento, e sim algo que terá impactos positivos no “mundo real”.

Gamificação Digital

Esse modelo aproveita os avanços tecnológicos para criar uma experiência ainda mais envolvente. Tudo se passa em uma plataforma eletrônica, assim como os games mais sofisticados.

É possível acessar a dinâmica por meio de celulares e outros dispositivos, que estão presentes na vida da maioria da população brasileira. Além disso, o formato permite a utilização de recursos multimídia para tornar as atividades ainda mais dinâmicas e que contemplem os diferentes estilos de aprendizagem. Assim, a experiência de aprendizado se torna bem mais rica.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de Gamificação

Tanto a gamificação analógica como a digital usam o lúdico como estímulo para a realização de tarefas concretas, como estudar ou participar dos treinamentos corporativos, por exemplo. Os mesmos elementos que despertam a motivação se encontram em ambos, porém, existem algumas particularidades em cada estilo.

O modelo analógico tem o seu charme e apelo, pois conta com o fator nostalgia (para quem costumava a se divertir com esse tipo de atividade), inesperado (para quem cresceu apenas com mecanismos digitais) e também com o contato cara a cara com outros participantes.

Entretanto, a gamificação digital está se tornando o modelo mais amigável aos usuários – considerando que as novas gerações, como a Z, são nativos digitais e tem contato cada vez mais cedo e prolongado com a tecnologia. Isso significa que o público tem certa familiaridade com esse tipo de mecanismo, facilitando sua implementação na instituição e tornando a experiência ainda mais engajadora.

Além disso, as plataformas eletrônicas de gamificação permitem que os usuários acessem seus conteúdos em qualquer hora e local. Desta forma, os usuários podem realizar as atividades respeitando seu ritmo, avaliando se são mais produtivos em determinado período do dia ou quando tem um espaço vago de tempo na correria do dia a dia. Essa característica também significa que não é preciso reservar um ambiente físico, nem agendar o horário de todos os participantes para fazer as atividades – o que resulta na redução de gastos e de esforços logísticos.

Outro benefício dos recursos eletrônicos é facilitar a mensuração de resultados das atividades. As plataformas gamificadas costumam oferecer relatórios detalhados do desempenho dos usuários, ajudando a visualizar quais pontos precisam ser aprimorados nas atividades e até mesmo se a dinâmica está atendendo às expectativas.

Mas, é importante ressaltar que a utilização de um tipo de gamificação não exclui a de outro: é possível adotar os dois na realidade da sua instituição, basta verificar qual o momento mais oportuno e o objetivo/público mais adequado a cada modelo.

Como adotar a Gamificação?

Assim como diversas estratégias, é fundamental planejar antes de tomar qualquer decisão: quais são os objetivos ou necessidades que precisam ser alcançados? Qual o perfil do público-alvo da ação? Qual tipo de gamificação mais se encaixa na sua realidade? E quais são os recursos e orçamento que pode ser investido nessa metodologia?

Essas e tantas outras perguntas são essenciais para desenvolver uma solução que seja a mais adequada para sua empresa ou instituição de ensino, trazendo concretamente os resultados desejados.

Em todos os casos, é importante contar com um parceiro de confiança para desenvolver o projeto de gamificação mais alinhado à sua realidade, considerando as necessidades da instituição e o perfil do público-alvo para criar uma dinâmica verdadeiramente eficiente.

Quer saber mais sobre gamificação? Venha conversar conosco e descubra mais benefícios dessa estratégia para sua empresa ou instituição de ensino.